A X Festa do Teatro registou uma grande afluência de público, facto que vem confirmar a relevância do Festival no panorama cultural da cidade de Setúbal. Todos os espectáculos tiveram lotação esgotada e na última semana do Festival, houve muito espectadores que não conseguiram ingressos para assistir aos espectáculos. Facto que a organização do Festival lamenta, por um lado, mas, por outro, deixa-nos particularmente gratos e satisfeitos, mostrando que a população de Setúbal, está a aderir a este Festival e a considerá-lo como um evento de todos nós e da cidade de Setúbal em particular.
Não podemos deixar de referir que o público da “Festa do Teatro” não se constitui exclusivamente de setubalenses, mas um público que vem também de fora, juntando-se à comunidade local e contribuindo para que esta festa seja, cada vez mais, pautada de qualidade e singularidade, não residindo só na programação eclética e diversificada, mas sobretudo no contributo dado por cada um dos espectáculos e também das pessoas que viram, participaram e protagonizaram a “X Festa do Teatro”.
A Cidade de Setúbal, desde os espaços convencionais aos não convencionais, transbordou de Teatro, Curtas-metragens, Ateliers e exposições, tendo como pano de Fundo “O Teatro”.
A Festa iniciou com o Teatro ao Largo no parque do Bonfim, um espectáculo bem divertido e energético, a Festa voltou a este espaço com o Teatro das Beiras, que também nos deliciou de uma forma popular e enérgica, num conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal, tudo isto em conformidade com a natureza.
O nosso mítico Largo do Sapalinho foi um dos palcos escolhidos, este ano, para o Festival, o qual pensamos manter em edições futuras, não podendo deixar de salientar o bom acolhimento que tivemos por parte da população. Neste espaço decorreu o espectáculo “As Pequenas Cerimónias”, uma produção do Fiar/ Centro de Artes de Rua de Palmela, que encantou todos aqueles que tiveram a possibilidade de assistir, numa proximidade com o público, proporcionando a escuta da respiração do actor e da marioneta, num elogio ao mecanismo e à sua desmistificação. No Largo do Sapalinho assistimos ainda à esplendorosa actuação do Cuarteto Maravilla de Espanha/Sevilha, que encheu este belo largo numa constante de risos e aplausos ao longo de 60 minutos.
No Teatro de Bolso tivemos o TAS, com o espectáculo “No Parapeito da Ponte”, um texto de humor negro, que aborda a problemática da sociedade contemporânea. O Teatro dos Aloés, no mesmo local, trouxe-nos um espectáculo onde o absurdo marcou encontro com o humor, que nos fez reflectir sobre a nossa sociedade, onde o confronto de Culturas está latente.
O Teatro O Bando mais uma vez esteve presente no Festival, com o “Grão de Bico” que decorreu numa Tenda montada no pátio da Escola Sebastião da Gama, em que a chuva também fez questão de estar presente, mas nem por isso desmotivou o público, que calorosamente encheu a Tenda e pena foi que alguns espectadores ficassem de fora.
Na Escola Sebastião da Gama, num auditório construído dentro do Ginásio, se acolheu o Teatro Estúdio Fontenova, com a sua mais recente produção, “A Noite Antes da Floresta”, uma descida aos infernos na voz de um imigrante, de um marginal, de um excluído, num grito de amor que se perde numa noite fria e chuvosa, numa sociedade muitas vezes desumanizada, indiferente e pouco solidária, onde a xenofobia e a exclusão são a expressão mais visível. Bem visível foi o caloroso público que assistiu à estreia, irrompendo de aplausos e bravos, espectáculo que voltou no dia seguinte, aqui também foram vários os que não conseguiram entrar.
A “Festa do Teatro” encerrou de uma forma brilhante, com a ESTE/Estação Teatral da Beira Interior, onde a comunicação aconteceu de uma maneira directa, onde o teatro se fez com o espectador, o gesto, o movimento, a acção e a música dos bombos e pífaro, com o público a responder de uma forma verdadeiramente entusiasta e, só não ficaram espectadores de fora, porque este espectáculo permitiu que pudesse ser visto da galeria do Ginásio.
Mas este festival só foi possível com as sinergias de muitos.
Uma Equipa constituída: Leonardo Silva; Júlio Mendão; Bruno Moreira; António Machado; Mário Pereira; Manuel Ernesto; Nuno Moura; Alexandre Costa; Patrícia Coelho; José Luís Neto; Eduardo Dias; Mónica Martins; Sandra Ferras; Paula Guerra; Madalena Fialho e Anita Vilar.
Patrocínio:
Câmara Municipal de Setúbal
Apoios Financeiros:
Governo Civil de Setúbal, as Juntas de Freguesia de Nossa S.ª da Anunciada, de S. Julião, de Sta. Maria da Graça, AVSET e a Lisnave.
Apoios á divulgação:
Jornal O Setubalense, Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal, Setúbal na Rede e Vidas Alternativas
Outros Apoios (a nível de espaços, materias):
Teatro O bando, Danç’arte, TAS, Clube Setubalense, Teatro D. Maria II, Programa Gulbenkian Criatividade e criação Artística/ da Fundação Calouste Gulbenkian; INATEL, Hotel Isidro e o Projecto Lança.
Parcerias:
Clube de Fotografia de Setúbal, Experimentáculo, MAEDS e a Academia Problemática e Obscura/ Prima Folia.
Agradecimentos:
Júlia Cardoso, Conceição Crispim, João Rosado, funcionários da GICO/Gabinete de Informação e Comunicação da C. M. Setúbal e os funcionários dos Serviços técnicos da CMS.
Um apoio incondicional:
Escola Sebastião da Gama
E não podemos deixar de agradecer a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, têm contribuído para o engrandecimento do Festival “Festa do Teatro”.
A “Festa do Teatro” chegou ao fim e com ela a nostalgia de um fim, mas a pensar já na próxima edição de 2009.
Cada edição é sempre uma nova aventura. Abrem-se novos horizontes, companhias que nos trazem estéticas inovadoras, trocam-se experiências, que nos enriquecem mutuamente. Companhias já estabelecidas e novas companhias aqui se afirmam com as suas tradições e as suas histórias.
Apostamos na diversidade, no questionamento, na incomodidade, que nos leva ao enriquecimento recíproco.
Queremos acreditar que este Festival vai crescer mais e fazer transbordar de arte, a nossa bela cidade de Setúbal, pensamos que só nos falta, esse reconhecimento, a nível nacional, nomeadamente, por parte da DGARTES.
O teatro é um transbordar da imaginação sobre a vida, que revela os homens a si próprios.
(Charles Dullin)
quarta-feira, setembro 10, 2008
terça-feira, agosto 19, 2008
Ficha Técnica
Organização: Teatro Estúdio Fontenova
Direcção Artística: José Maria Dias
Direcção de Produção: Graziela Dias
Produção executiva, Imprensa e Divulgação: Graziela Dias, Bruno Moreira e Leonardo Silva.
Criação de imagem: Filipa Reis Moura (GICO/CMS) e Paula Moita
Edição de Imagem: GICO/Gabinete de Informação e Comunicação da C. M. Setúbal
Fotografia: Clube de Fotografia de Setúbal: Mónica Martins, Sandra Ferrás e Paula Guerra
Direcção Técnica: António Machado
Assistência técnica: Mário Pereira
Assistência de Produção: João Costeira, Júlio Mendão, Eduardo Dias, Rafaela Bidarra,
Manuel Ernesto, Lisandra Branco e Alexandre Costa
Frente Casa: Anita Vilar, Patrícia Coelho e José Luís Neto.
Agradecimentos:
Programa Gulbenkian Criatividade e criação Artística/ Fundação Calouste Gulbenkian
Escola Secundária Sebastião da Gama
Projecto Lança
Danç’arte
AVSET
Júlia Cardoso, Conceição Crispim e João Rosado
E a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, têm contribuído para o engrandecimento do Festival “Festa do Teatro”. O nosso obrigado!
O Teatro Estúdio Fontenova é uma estrutura financiada pela Câmara Municipal de Setúbal
Patrocínio:
Câmara Municipal de Setúbal
Apoios:
Escola Sebastião da Gama, Lisnave; INATEL, Governo Civil de Setúbal, Junta de Freguesia de Nossa S.ª da Anunciada, Junta de Freguesia de S. Julião, Junta de Freguesia de Sta. Maria da Graça, MAEDS, Hotel Isidro, Clube de Fotografia de Setúbal, Experimentáculo, Prima Folia, Teatro O bando, TAS, Teatro D. Maria II.
Apoios à divulgação:
Jornal O Setubalense, Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal, Setúbal na Rede e Vidas Alternativas.
6 de Setembro
6 de Setembro | 22h
A Verdadeira História do Carvalhal> ESTE – Estação Teatral da Beira Interior
Espectáculo para maiores 12 anos – Duração aproximada: 60 minutos.
Anfiteatro da Escola Sebastião da Gama (Comercial)
Bilhetes: 7€
Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura).
– De quem é o Carvalhal?
– É do Senhor Garrett…
Em 1890, a família Garrett era uma das mais importantes do distrito. Explorava as pastagens do Carvalhal e a Irmandade do Santíssimo as castanhas. O povo do Souto da Casa, por sua vez, detinha o cultivo da terra. Mas houve uma época em que o rico proprietário incumbiu o seu feitor, António Antunes Aquém, de ocupar todos os terrenos e não deixar que se cultivasse. Então, os sinos tocaram a rebate, o povo juntou-se e Aquém, desde o alto da Serra até ao povoado, foi obrigado a carregar um pesado tronco de castanheiro às costas.
– De quem é o Carvalhal? – Insistiam. – É vosso… – Respondia o castigado, vencido pela dura provação.
Mas não era ainda isto que todos queriam ouvir. E foi vê-lo descer encosta abaixo carregando a sua cruz. Foi o seu sofrimento, a sua aflição – afinal o sofrimento e a aflição de um povo – que o fez proferir, alto e bom som, as palavras ajustadas.
– De quem é o Carvalhal? – O Carvalhal… é nosso!
A ESTE – Estação Teatral encontra nesta já lendária história da sua região o rudimento para criar um novo espectáculo, transmitindo assim as bases da sua teatralidade. Numa comunicação directa, onde o Teatro se faz com o espectador, o gesto, o movimento, a acção e a música dos bombos e do pífaro expressam a força telúrica de uma história regional que serviu de inspiração para a Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, e se nos depara hoje como feliz metáfora de uma sociedade que permite com assustadora passividade que poucos Garrett fiquem com todas as castanhas…
Encenação e Dramaturgia Nuno Pino Custódio; Cenografia e Figurinos Marta Carreiras; Musica José Reis Fontão Desenho de Luz Pedro Fino; Interpretação Carlos Pereira, Maria Vasconcelos e Rui M.Silva; Interpretação Musical Alexandre Barata, António Supico, Pedro Sousa e José Emílio Martins.
A Verdadeira História do Carvalhal> ESTE – Estação Teatral da Beira Interior
Espectáculo para maiores 12 anos – Duração aproximada: 60 minutos.
Anfiteatro da Escola Sebastião da Gama (Comercial)
Bilhetes: 7€
Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura).
– De quem é o Carvalhal?
– É do Senhor Garrett…
Em 1890, a família Garrett era uma das mais importantes do distrito. Explorava as pastagens do Carvalhal e a Irmandade do Santíssimo as castanhas. O povo do Souto da Casa, por sua vez, detinha o cultivo da terra. Mas houve uma época em que o rico proprietário incumbiu o seu feitor, António Antunes Aquém, de ocupar todos os terrenos e não deixar que se cultivasse. Então, os sinos tocaram a rebate, o povo juntou-se e Aquém, desde o alto da Serra até ao povoado, foi obrigado a carregar um pesado tronco de castanheiro às costas.
– De quem é o Carvalhal? – Insistiam. – É vosso… – Respondia o castigado, vencido pela dura provação.
Mas não era ainda isto que todos queriam ouvir. E foi vê-lo descer encosta abaixo carregando a sua cruz. Foi o seu sofrimento, a sua aflição – afinal o sofrimento e a aflição de um povo – que o fez proferir, alto e bom som, as palavras ajustadas.
– De quem é o Carvalhal? – O Carvalhal… é nosso!
A ESTE – Estação Teatral encontra nesta já lendária história da sua região o rudimento para criar um novo espectáculo, transmitindo assim as bases da sua teatralidade. Numa comunicação directa, onde o Teatro se faz com o espectador, o gesto, o movimento, a acção e a música dos bombos e do pífaro expressam a força telúrica de uma história regional que serviu de inspiração para a Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, e se nos depara hoje como feliz metáfora de uma sociedade que permite com assustadora passividade que poucos Garrett fiquem com todas as castanhas…Encenação e Dramaturgia Nuno Pino Custódio; Cenografia e Figurinos Marta Carreiras; Musica José Reis Fontão Desenho de Luz Pedro Fino; Interpretação Carlos Pereira, Maria Vasconcelos e Rui M.Silva; Interpretação Musical Alexandre Barata, António Supico, Pedro Sousa e José Emílio Martins.
5 de Setembro
5 de Setembro | 22h
Grão de Bico> Teatro O bando
Espectáculo para maiores 3 anos – Duração aproximada: 50 minutos.
Escola Sebastião da Gama
Bilhetes: 7€
Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura)
Baseado num conto de tradição oral, que nos revela inúmeras versões, este Grão de Bico é recriado num ambiente intimista, no qual o multimédia estabelece a ponte para lá do (in) visível, entre o espectador e a sua imaginação.
Quando nos aproximamos visualmente de algo os detalhes tornam-se mundos. E são esses mundos feitos de grandes detalhes microscópicos que nos ajudam a narrar a pequena história de um grande herói, uma história na qual o corpo se torna universo e o espectador, viajante.

“O Grão de Bico prova quão possível é cativar o público mais jovem, tornando-o até num elemento cénico. O bando encontrou uma boa fórmula para entreter crianças, mas também adultos: dois actores em palco, uma minicâmara de filmar e um ecrã gigante que passava as imagens de pormenores do corpo de um dos protagonistas. Uma paisagem inesperada habitada por um ser invisível, mas que ganha contornos reais quando reconstituídos mentalmente: um ser pequenino, o grão de bico, o filho desejado pelas personagens que fazem uma viagem ao futuro e o recriam, irrequieto, endiabrado, caminhando por entre os poros e os pêlos do pai imaginário, como se fosse um campo de searas, uma montanha, um bosque. A interacção com as crianças neste novo mundo é parte essencial da peça, mantendo-as interessadas com o desenrolar da vida do invisível grão de bico. Estimular o imaginário infantil é assim o ponto de encontro entre o objectivo da encenação e o entretenimento ansiado pelos meninos (...)” Rita Quintela “Diário de Notícias” Diário de Notícias
Encenação João Brites – A partir de uma ideia de Raul Atalaia; Corporalidade Luca Aprea; Música Jorge Salgueiro; Figurinos e adereços Clara Bento; Interpretação Fátima Santos e Raul Atalaia; Parcerias Centro Cultural de Vila Flor e Centro Cultural de Belém.
3 e 4 de Setembro
3 de Setembro 22h (Estreia)
4 de Setembro 22h
A Noite Antes da Floresta> Teatro Estúdio Fontenova
Espectáculo para maiores 16 anos – Duração aproximada: 60 minutos.
Escola Sebastião da Gama
Bilhetes: 7€
Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura)
A peça de Bernard-Marie Koltés, apresenta o encontro de dois seres que vagueiam na noite, estrangeiros e marginalizados. Numa esquina de uma cidade qualquer, um homem que, sem ter para onde ir e completamente ensopado pela chuva,
tenta comunicar com outro homem na rua, estabelecer um contacto humano em condições desumanas de sobrevivência. Quem será esse interlocutor? Pode ser o próprio espectador ou ainda um duplo do personagem, um espectro?A Noite Antes da Floresta é uma descida aos infernos, é a voz de um imigrante de um marginal de um excluído. Não sabemos o seu nome, nem quem é, somente que está sozinho e que fala, fala sem parar. Um vigoroso grito de amor que se perde numa noite fria e chuvosa.
Um monólogo que tenha a capacidade empática com o público, abanando-o na sua consciência de humanos e de intervenientes nesta sociedade humana, muitas vezes desumanizada, indiferente e pouco solidária onde a xenofobia e a exclusão são a sua expressão mais visível, é o desafio estético e interpretativo que nos propomos vencer, trocando os nossos sapatos de primeiro mundo por chinelos de dedo, na luta intima por uma nova humanidade.
As dificuldades de interpretação do próprio texto, pela sua natureza e de grande complexidade na composição da personagem, levam-nos para soluções estéticas muito difíceis de concretizar a nível técnico o que torna tudo ainda mais apaixonante. Não posso deixar de referir a dedicação de toda a equipa, mas seria injusto se não realçasse o trabalho do actor Eduardo Dias que excedeu as minhas expectativas, pelo sentido de sacrifício e capacidade de trabalho.
José Maria Dias
Texto Bernard-Marie Koltés; Tradução Eduardo Dias; Encenação, Espaço cénico e Desenho de luz José Maria Dias; Banda sonora original João Sol; Interpretação e Caracterização Eduardo Dias; Figurino Graziela Dias; Edição de vídeo e Assistência de encenação Leonardo Silva; Manobra de cordas Ricardo Mondim e José Pedro Duarte; Montagem, operação de luz e som Júlio Mendão.
31 de Agosto
31 de Agosto 22h
Catavento> Teatro das Beiras
Espectáculo para maiores 12 anos – Duração aproximada: 60 minutos.
Parque do Bonfim
Bilhetes: 7€
Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura)
Entre a mitologia e a ciência Catavento relata, de uma forma popular e enérgica, brejeira até, o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal.
À primeira vista, nada sugere ao Engenheiro,
que esta pequena mulher, enrugada e de maneiras mansas, representa maior obstáculo do que qualquer um dos serranos, que lhe venderam, doaram, alugaram, pedaços de montanhas, rochosas e inférteis, para a implantação da mais alta das tecnologias, para a vitoria rompante da energia eólica. Mas engana-se...O que se segue é uma batalha titânica. Desde David e Golias que não se via um confronto desta envergadura.
Toda a temerosa força do poder multinacional, contra a frágil individualidade de uma só mulher em fim de vida....
E acabada a história, o que fica para a posteridade? Só o tempo e o vento nos saberão dizer. E estes, ao contrário de muita gente, sabem muito bem guardar segredo....
Texto Graeme Pulleyn e Helen Ainsworth Encenação Graeme Pulleyn Cenografia Kevin Plumb Figurinos Helen Ainsworth.
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