terça-feira, agosto 18, 2009

04 e 05 de Setembro'09 | 22h | Escola S. Sebastião da Gama


Justamente :: Apresentação Final da Oficina de Teatro - Educação para a Cidadania e Inclusão

Duração aproximada: 40 minutos

Entrada livre



Em parceria, formadores do Teatro Estúdio Fontenova e do Teatro Vivo (S. Roque do Pico – Açores), promoveram em regime de Residência Artística uma Oficina de Teatro com jovens de Setúbal e da Ilha do Pico.

Durante sete semanas, com a duração de quinze horas semanais, jovens dos 15 aos 23 anos usufruem de formação no campo teatral, experimentando e construindo de raiz um espectáculo até à sua exibição pública final. As actividades a desenvolver passarão por: trabalhos de pesquisa e investigação; leitura expressiva; expressão corporal; jogo dramático; técnicas de memorização; cenografia; guarda-roupa; adereços; caracterização; discurso dramático (dicção e correcto posicionamento da voz, eloquência e expressividade), luminotécnia e sonoplastia. É com base nos jogos teatrais de improvisação que o espectáculo será construído. A espontaneidade e a libertação de cada individualidade, integrada no grupo, são as forças e as energias necessárias e imprescindíveis para libertar a criação.
A avaliação foi feita a par e passo com a progressão no trabalho, proporcionando uma aquisição de conhecimentos e de atitudes indispensáveis para o resultado final.

05 de Setembro '09 | 23h | Claustros do Convento de Jesus



Concerto com Baile Mandado :: Bailebúrdia



Duração aproximada: 60 minutos

Fazendo justiça ao nome levam a palco uma mistura explosiva de Dança, Sorriso e muito poucas regras… Porque o baile pode também ser reinventando na forma, não só na música!

A banda portuense BAILEBÚRDIA, é mais um produto da cada vez mais concorrida moda dos bailes tradicionais na procura de convívios e workshops de Danças de tradição musical Europeia.
Os BAILEBÚRDIA (bem encabeçados pelos incansáveis Rute Mar e Hugo Osga) são, portanto, um bom exemplo dessa dinâmica, onde o concerto tradicional se alia ao ensino da dança, tornando os seus espectáculos verdadeiramente interactivos.
Engraçado é ainda notar que, a par da curiosidade do público que procura praticar as danças tradicionais europeias, estar também a redescobrir, em simultâneo, os típicos “pezinhos de dança” de tradição lusitana (do Minho ao Algarve, dos Açores à Madeira, etc.) e sem qualquer pinga de preconceito!

Orientação das Danças Voz e Percussão: Rute Mar | Percussões: Nuno Encarnação | Guitarra, Saxofone e Voz: Esther de Leon | Acordeão e Voz: Andreia Barão | Sopros, Didgeridoo, Bul Bul Tarang (Cordofone) e Percussão: OSGA | Sopros e Gaita de Foles: Ricardo Coelho | Flauta Transversal e Clarinete: Sérgio Cardoso | Contrabaixo: Sara Barbosa

Ficha Técnica e Artística da XIª Festa do Teatro

Organização: Teatro Estúdio Fontenova

Direcção Artística: José Maria Dias
Direcção de Produção: Graziela Dias
Produção executiva, Imprensa e Divulgação: Anita Vilar e Mónica Santos
Criação /Edição de imagem e Fotografia: Mónica Santos
Direcção Técnica: António Machado e José Maria Dias
Assistência técnica: Mário Pereira e Bruno Moreira
Assistência de Produção: Hugo Moreira, Júlio Mendão, Sara Costa e Eduardo Dias
Frente Casa: Anita Vilar, Madalena Fialho, Mónica Santos e Hugo Moreira


Agradecimentos:
Danç’arte
TAS
Clube Setubalense
Prima Folia
Rádio Azul
Conselho Executivo da Escola Sebastião da Gama
João Rosado e Carlos Lopes

E a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, têm contribuído para o engrandecimento do Festival “Festa do Teatro”. O nosso obrigado!



O Teatro Estúdio Fontenova é uma estrutura financiada pela Câmara Municipal de Setúbal

Parceria:
Câmara Municipal de Setúbal

Apoios:
Escola Sebastião da Gama; INATEL, Segurança Social, IPJ, Junta de Freguesia de Nossa S.ª da Anunciada, Junta de Freguesia de Sta. Maria da Graça, Junta de Freguesia de S. Julião, Hotel Isidro, Experimentáculo, Teatro O bando, TAS e Universidade de Évora.

Apoios à divulgação:
O Setubalense, Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal, Jornal de Setúbal, Viva Setúbal, Setúbal na Rede.

terça-feira, junho 02, 2009

Oro8orO



Estreia - 18 de Junho às 21h30 na Escola Secundária Sebastião da Gama (Setúbal).

Eduardo Dias construiu um texto dramático livremente inspirado no universo literário da Arte Sequencial, onde a fábula e o fantástico adquirem uma actualidade temática surpreendente, abrindo a porta para a criação de um espectáculo multidisciplinar.
As personagens pertencem a um outro tempo, um “tempo” geográfico. Um lugar que não é passado nem futuro, um lugar que pertence ao intemporal presente da condição humana.

Espectáculo para maiores 16 anos
Duração 75 minutos



Escola Secundária Sebastião da Gama
Rua da Escola Técnica
Setúbal


De 18 a 28 de Junho e 9 a 12 de Julho (quinta a domingo) | 21h.30m

Bilhetes: 7€

Descontos: 5€ (desconto para estudantes menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura)


Teatro o bando
Palmela /Vale dos Barris


De 02 a 05 de Julho (quinta a sábado) | 21h.30m e Domingo às 17h


Bilhetes: 7€
De 8€ a 10€

José Maria Dias | Director Artístico (Alcáçovas, 1957)

Licenciatura em Estudos Teatrais, pela Universidade de Évora.
Fez várias cursos, dentro dos quais, Direcção Técnica de Espectáculos, orientado por Jean-Guy Lecat (Director Técnico de Peter Brook), cursos de encenação promovidos pelo Inatel (Teatro da Trindade), com alguns professores como o Tomaz Ribas, Águeda Sena, Fernando Augusto, José Peixoto, Alexandre Sousa, Carlos Cabral, Luís de Matos, António Casimiro, Eurico Lisboa, José Carlos Barros, Victor de Sousa, Cláudio Hochman e Mário Feliciano de quem foi assistente da cadeira de encenação. Director Artístico do Teatro Estúdio Fontenova e do Festival de Teatro de Setúbal “Festa do Teatro”. Actualmente lecciona Teatro na Escola Profissional do Montijo, na Escola Profissional de Setúbal e na UNISET (pólo do Montijo). Tem apoiado vários Clubes de Teatro de diversas escolas do Distrito de Setúbal. Encenou textos de vários autores, Armando Nascimento Rosa, Fernando Augusto, Bernardo Santareno, Gil Vicente, Luís de Sttau Monteiro, Maria Alzira Cabral, Norberto de Ávila, Francisco Ventura, Richard Demarcy, Adele Adelach, Aleksandr Galine, August Strindberg, Edward Bond, Arnold Wesker e Bernard-Marie Koltés entre outros.


Eduardo Dias | Encenador/Actor (Setúbal, 1982)

Bacharel do Curso de Formação de actores da ESTC.
Interpretou entre outras as seguintes peças: Teatro Nacional de São Carlos “Tosca” de Giacomo Puccini (2008); Escola da Noite “Na Estrada Real” de Anton Tchékhov com encenação de António Augusto Barros (2007); Teatro Mundial Escolinha de Música uma produção da Média Capital com encenação de Almeno Gonçalves (2006); no Teatro da Trindade (2003) “Viriato” de Freitas do Amaral com encenação de Fraga; no Teatro O Bando (2001 e 2002) “Pino do Verão” a partir de textos de Eugénio de Andrade com encenação de João Brites; no Teatro Estúdio Fontenova “Anoite antes da Floresta” (2009); “O Crime do século XXI” (2006) “Os IEmigrantes” (2005); “Audição – com Daisy ao vivo no Odre Marítimo (2004); “Gil Vicente a Retalho” a partir de textos de Gil Vicente (2003); “As Mãos de Abraão Zacut" de Luís de Sttau Monteiro (2002) "O Pelicano" De August Strindberg (2001); "O Auto da Justiça" de Francisco Ventura (2000); "Restos" de Bernardo Santareno (2000), com encenações de José Maria Dias.


Graziela Dias | Actriz
Nasceu em Setúbal, em 1961.
Frequentou vários cursos de formação de actores e seminários promovidos pelo Inatel (Teatro da Trindade) e o C.E.M., tendo como professores, Ruy de Matos, Fernando Augusto, Natália de Matos, Carlos Cabral, Luís de Matos, Teresa Norton, Helena Flor e Ângela Pinto, frequentou ainda um workshop com Kevin Moore (Universidade de Oxford).
Actriz do Teatro Estúdio Fontenova; Directora de produção do Festival de Teatro Festa do Teatro de Setúbal e do Teatro Estúdio Fontenova.
Como actriz trabalhou com os encenadores, Ruy de Matos, Kevin Moore, João Brites e José Maria Dias entre outros, desempenhando vários papéis de diversos autores, nomeadamente, Fernando Augusto, Bernardo Santareno, Gil Vicente, Luís de Sttau Monteiro, Norberto de Ávila, Natália Correia, Florbela Espanca, Sofia de Mello Breyner, Daniel Filipe, Joaquim Murale, Fernando Passos, Manuel Couto Viana, Adele Adelach, Federico Garcia Lorca, Richard Demarcy, Adele Adelach, Aleksandr Galine, August Strindberg, Edward Bond e Arnold Wesker.


José Lobo | Actor
Nasceu em Setúbal em 1986. Em 2006 concluiu o curso de Artes e Ofícios do Espectáculo (Chapitô), onde teve como professores de interpretação, Ávila Costa, Nuno Pino Custódio, Ana Tamen, José Ramalho e Francisco Salgado.
Frequenta a licenciatura em Teatro no curso de Formação de Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema e trabalha como Freelancer, interligando a acrobacia aérea com o teatro e a dança.


Sara Costa | Actriz

Nasceu na Amadora, em 1985.
Licenciatura em Estudos Teatrais pela Universidade de Évora. Actualmente frequenta o 2º ano de Mestrado em Arte do Actor pela mesma Universidade.
Frequentou o Institut Del Teatre – Diputació Barcelona inserido no programa Erasmus. Participou nos workshops: Máscaras de Commedia dell' Arte coordenado pelo Organic Theatre (Inglaterra), O corpo como fronteira coordenado por Renato Ferracini (Lume teatro - Brasil), Biomecânica Teatral por Roberto Romei (Espanha), Técnicas de improvisação Teatral com Cristina Carvalhal, Nicolau Antunes e Miguel Seabra e Stanislavski e o trabalho do actor sobre si mesmo com Luís Varela. Participou na Curta – Metragem A Carteira Roubada realizada pelos alunos da Universidade Lusófona (2009).
Interpretou, entre outras, as seguintes peças: O Misantropo de Molière com encenação de Ana Tamen, 4 Mulheres de Coragem de Rona Munro com encenação de Figueira Cid, The Blue Room de David Hare coordenado por Fernanda Lapa, 4:48 Psicose de Sarah Kane com encenação de Paulo Alves Pereira (2008); A Casa de Bernarda Alba de Federico Garcia Lorca com encenação de Luis Varela (2005), tendo igualmente trabalhado textos de Sam Shepard, Jean Paul Sartre, Marcel Proust, Vergílio Ferreira, Lope de Rueda e Anton Tchékhov.


Bruno Moraes | Banda sonora original

Nasceu em Setúbal em 1985.
Iniciou os seus estudos de piano em 1991 com a professora M.ª Laura Costa Morais. Ingressou em 1995 no Conservatório Regional de Setúbal onde frequentou até 2000 o Curso Básico de Piano tendo concluído o 5º grau de piano e o 4º grau de Formação Musical e de Classe de Conjunto.
Em 1988 participou no estágio da Orquestra Portuguesa das Escolas de Música – Orquestra 98 na qualidade de Baixo. Participou igualmente na qualidade de Baixo e Actor, em conjugação com o Coro de Câmara de Setúbal e a Tokyo Opera Asssociation, na ópera “ The Forgotten Boys – What Xavier left in Japan” em Julho de 2005.
Foi membro na qualidade de Baixo, do Coro Odyssea, no período 2005 a 2008.
Ingressou no Teatro Estúdio em 2002, como actor e pianista em vários espectáculos de entre os quais; “As mãos de Abraão Zacut” de Luís de Sttau Monteiro; “Audição – com Daisy ao Vivo no Odre Marítimo” de Armando Nascimento Rosa; Composição musical da poesia de Joaquina Soares “Corpo de Palavras”; Direcção musical de “Se isto fosse uma Ópera, seria de Três Cêntimos” uma adaptação da obra “A Ópera dos Três Vinténs”de Bertold Brecht.
Licenciou-se em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa frequentando actualmente o Mestrado em Bioquímica Médica.


Pedro Leal

Nasceu a 19 de Janeiro de 1976.
Formação profissional: Curso Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo do Chapitô; Curso Integrado de Expressões Artísticas e Animação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian; Curso de Maquilhagem de Cinema, TV e Vídeo, Cazcarra Image Group (Barcelona); Curso de Caracterização e Próteses, Cazcarra Image Group (Barcelona).
Colaborou com grupos: Grupo La Fraga (Galiza), Dançarte (Palmela), Teatro da Lua Cheia (Lisboa), Sarruga (Barcelona), Neocirka (Setúbal), Radar 360º (Porto), Gog I Magog (Barcelona), Grotest Maru (Alemanha), Kalatharangini (Índia) entre outros.
Fundador do grupo informal “Moad Dib”, que em 2002 passou a Cooperativa Cultural, designada PIA – Projectos de Intervenção Artística, de que é Director Artístico.
No ano de 2008 e 2009, é convidado para ser o Director Artístico do Festival “Ciência na Rua”, um evento que une a arte e a ciência, onde através de quadros performativos são retratados os factos científicos mais importantes que marcaram a nossa história.
Em Portugal, integrou várias equipas de Cenografia, entre outras, das peças “Macbeth”, no Teatro Trindade, “A Flauta Mágica”, “Barbeiro de Sevilha” e “A Fera Amansada”, produções TIL.
Na Cooperativa PIA, produziu os cenários e figurinos do “Sima Meta Morphosis”, “Spirits”, “Hacker” e “Comedor de Pecados”.
Em Sevilha, elaborou trabalhos de construção cénica para o Grupo Alto Riesgo e a empresa Empresa Hard Disc Production.


Mónica Santos | Dramaturgia e Design Gráfico

Nasceu em Lisboa a 10 de Fevereiro de 1981. Em 1999, cursou em Design – Ramo de Comunicação na Universidade de Aveiro, onde frequentou um curso de Teatro através do GRETUA.
Em 2002, ingressou no Curso de Professores do Ensino Básico Variante Educação Visual e Tecnológica na Escola Superior de Educação de Setúbal, que concluiu em 2006, obtendo o grau de licenciatura. Trabalhou como técnica de Actividades de Tempos livres em 2006.
Desde 2007 que lecciona no 1º ciclo. Em 2008 obteve o Certificate of Proficiency in English da Universidade de Cambridge.
Fez a sua primeira exposição de artes plásticas em 2009.


Zé Nova | Figurinista

Estudou Arte e Design na Escola Secundária do Bocage, em Setúbal.
Tirou o Curso de Ilustrador Infantil, CITEN – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.
Especializou-se em Cinema de Animação, NEURONES Portugal e integrou uma equipa de produção de desenhos animados, participando em diversas séries televisivas e longas-metragens nacionais e estrangeiras.
Iniciou-se no teatro como figurinista, em 2001, com a peça “O Gato e a Gaivota” de Luís Sepúlveda, encenada por Célia David – Teatro Animação de Setúbal.
Desde essa altura que colabora com diversas companhias teatrais e produtoras como figurinista, cenógrafo e aderecista num total de 25 produções. A destacar: Lua Cheia – Teatro Para Todos, Lisboa; Pedro Górgia Produções, Lisboa; Lêndias D’Encantar, Beja; Cassefaz Produções, Lisboa; Associação FIAR, Palmela; Teatro Mínimo, Lisboa;PAPE 5 Produções, Amadora; Modusoperadum, Almada. Actualmente integra a equipa do Teatro Animação de Setúbal como figurinista e colabora com diversas editoras como ilustrador de manuais escolares e livros infantis.

Sinopse


Nos arredores da longínqua Cidade de Epidauro, ergue-se a Clepsidra, propriedade de Lady Mandalay. Aí reside Enola, uma jovem prostituta obrigada a desposar o silêncio, para que os mais profundos segredos dos seus peculiares clientes nunca sejam revelados. No interior da circular Clepsidra, dois amantes vivem uma trágica e terrível história de amor. Enola observa esta amorosa desventura e presencia um hediondo crime, do qual nunca poderá ser testemunha.


Breves palavras sobre a Encenação


A encenação é bué fixe, porque o meu chapéu tem três bicos. Tem três bicos o meu chapéu... Se não tivesse três bicos, o chapéu não era meu.
“Para medir um círculo começa-se num ponto qualquer”, afirmou Charles Fort. Assim é com o teatro. Pode-se começar a concepção, ou análise, de um espectáculo por qualquer ponto, seja ele a luminotécnia, a sonoplastia, os actores, ou mesmo a cenografia. Em Oro8orO, esse ponto foi fornecido pelo cruzamento de vários personagens de contos e de banda desenhada. Daqui, se traçou a primeira linha. Como um círculo construiu-se, então, traço a traço a cena, a unidade do espectáculo. Uma sucessão de traços, rectas tangentes que formam na aparente forma circular. Cada uma imprime uma nova direcção, uma renovada leitura do todo. Então, quando o círculo se fecha, recomeça-se. Limam-se arestas, traçam-se novas linhas, sempre com o objectivo de se voltar a poder recomeçar de um ponto que, já não sendo o mesmo, foi aquele por onde se começou. E é assim que, ensaio a ensaio, sol a sol, lua a lua, se construiu esta arena, metáfora de vida. Mas não confiem nas imagens, nem nas palavras ditas. Este é o círculo onde tudo se sacrifica. Por muito que o movimento seja perpétuo, tal como e onde começou, terá que terminar. O teatro não passa de uma mandala ao vento.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Texto e Encenação: Eduardo Dias | Dramaturgia e Design Gráfico: Mónica Santos | Banda Sonora Original: Bruno Moraes | Interpretação: Eduardo Dias, Graziela Dias, José Lobo e Sara Costa | Caracterização: Eduardo Dias | Figurinos: Zé Nova | Marionetas e adereços: Pedro Leal e Ricardo Mondim | Direcção Artística de Actores, de Cena e Desenho de luz: José Maria Dias | Direcção de produção: Mónica Santos | Produção executiva: Anita Vilar | Execução cenográfica: Júlio Mendão e Nuno Pires | Execução de Guarda-roupa: Zé Nova e Gertrudes Félix | Montagem: Hugo Moreira e Mário Pereira | Frente Casa: Anita Vilar e Madalena Fialho.


Vídeo:


Realização e Montagem de vídeo: Eduardo Dias e Mónica Santos | Direcção de Fotografia: Mónica Santos | Captação de Vídeo: Leonardo Silva | Participação Especial: Fernando Guerreiro e Sara Belo | Figuração Especial: José Maria Dias e Mónica Santos


Companhia subsidiada: Câmara Municipal de Setúbal
Produção: Teatro Estúdio Fontenova
Apoios: Escola Secundária Sebastião da Gama, Teatro o bando, INATEL, IPJ - Setúbal, Junta de Freguesia da Anunciada
Apoios à Divulgação: O Setubalense, Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal e Setúbal na Rede, Jornal de Setúbal e Viva Setúbal.
Agradecimentos: Álvaro Félix, Conceição Crispim, Esmeralda Santos, Fernando Guerreiro, Hugo Moreira, , João Brites, João Rosado , Magda Santos, PIA – Projectos de Intervenção Artística, Sara Belo, Tiago Moraes e Teatro Animação de Setúbal.

domingo, dezembro 07, 2008

Em cena "A Noite Antes da Floresta"


A NOITE ANTES DA FLORESTA

De Bernard-Marie Koltés e encenação de José Maria Dias

De 05 a 14 de Dezembro (quintas, sextas, sábados e domingos) | 21h.30m

Espectáculo para maiores 16 anos

Duração 60 minutos

Na AERSET (Ex. Banco de Portugal)

Av. Luísa Todi, 119

2900 Setúbal

Bilhetes: 7€

Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura)

Sinopse

A peça de Bernard-Marie Koltés, apresenta o encontro de dois seres que vagueiam na noite, estrangeiros e marginalizados. Numa esquina de uma cidade qualquer, um homem que, sem ter para onde ir e completamente ensopado pela chuva, tenta comunicar com outro homem na rua, estabelecer um contacto humano em condições desumanas de sobrevivência. Quem será esse interlocutor? Pode ser o próprio espectador ou ainda um duplo do personagem, um espectro?

A Noite Antes da Floresta é uma descida aos infernos, é a voz de um imigrante de um marginal de um excluído.

Não sabemos o seu nome, nem quem é, somente que está sozinho e que fala, fala sem parar. Um vigoroso grito de amor que se perde numa noite fria e chuvosa.

Breves palavras sobre a Encenação

Um monólogo que tenha a capacidade empática com o público, abanando-o na sua consciência de humanos e de intervenientes nesta sociedade humana, muitas vezes desumanizada, indiferente e pouco solidária onde a xenofobia e a exclusão são a sua expressão mais visível, é o desafio estético e interpretativo que nos propomos vencer, trocando os nossos sapatos de primeiro mundo por chinelos de dedo, na luta intima por uma nova humanidade.

As dificuldades de interpretação do próprio texto, pela sua natureza e de grande complexidade na composição da personagem, levam-nos para soluções estéticas muito difíceis de concretizar a nível técnico o que torna tudo ainda mais apaixonante.

Não posso deixar de referir a dedicação de toda a equipa, mas seria injusto se não realçasse o trabalho do actor Eduardo Dias que excedeu as minhas expectativas, pelo sentido de sacrifício e capacidade de trabalho.

José Maria Dias

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:

Texto: Bernard-Marie Koltés; Tradução: Eduardo Dias; Encenação, Espaço cénico e Desenho de luz: José Maria Dias; Banda sonora original: João Sol: Interpretação e Caracterização: Eduardo Dias; Figurino: Graziela Dias; Edição de vídeo e Assistência de encenação: Leonardo Silva; Mecânica de Cena: Ricardo Mondim e José Pedro Duarte; Montagem: Júlio Mendão, Alexandre Costa, Bruno Moreira e Mário Pereira; Frente Casa: Anita Vilar, Patrícia Coelho, José Luís Neto e Madalena Fialho


Bernard-Marie Koltés | Autor, dramaturgo francês da segunda metade do século XX um dos mais representados actualmente no mundo. Inicialmente marginalizado, Koltés (1948-1989) hoje é considerado um autor brilhante cujo teatro também pode ser lido como poesia moderna. Criador de linguagem única, tanto literária como coloquial, urbana e corrosiva. Oferece-nos um mundo de luz e sombras incendiado por gritos, golpes, feridas e também tentativas, possibilidades e esperanças. Um mundo de dualidade, de solidão, de humanidade desumanizada. Autor dos esquecidos, dos anónimos, dos solitários, dos assassinos, dando-lhes a palavra para que denunciem sua crua e profunda realidade, suas ilusões e desenganos. Koltés trabalha com o que está à margem, com lugares sem nome, resgatando consciências, o simbólico, o metafísico. Fala de exclusão social, da solidão levada a um extremo desesperante. Todo o seu trabalho é pontuado pela marginalidade que ataca a sociedade fechada nos seus preconceitos e valores.

De personalidade complexa, homem de existência vertiginosa e que dos 18 aos 25 anos viajou como quem pratica uma aprendizagem necessária, pensou acertadamente que esta experiência lhe serviria para toda uma vida dedicada à literatura, embora em princípio acreditava que faria poemas ou novelas. “Meu desejo maior é escrever novelas. Se não o faço é porque não teria como viver”, declarou. Nos anos 70, desencantado com um sistema desalmado de vida e uma cultura de violência, passou por drogas, depressão, uma tentativa de suicídio e por um processo de desintoxicação. Depois de ver a diva Maria Casarés como Medeia, numa encenação de Jorge Lavelli, escreveu uma adaptação teatral de Infância, de Gorki, passando pelo curso de direcção e dramaturgia da Escola do Théâtre National de Strasbourg, onde escreveu uma dezena de textos curtos nunca revelados ao público.

Nascido em Metz, filho de um coronel do exército, militante do partido comunista, homossexual, Koltés funda a companhia Théâtre du Quai, estreando oficialmente em 1977 no Festival Off de Avignon com o monólogo A Noite Antes da Floresta (La Nuit Juste Avant les Fôrets), dirigido por ele mesmo e por Yves Ferry. Considerado um manifesto lírico. Em 1979 escreve Combate de Negros e de Cães (Combat de Nègre et de Chiens), um laboratório de pesadelos e insatisfações. Mas foi a colaboração com o famoso director Patrice Chéreau no Théâtre dês Amandiers que o fez sair do anonimato, contribuindo para um maior conhecimento e rápida admiração pelo seu teatro.

No entanto, somente depois de sua morte prematura em Paris aos 41 anos, que Koltés começou a ser reconhecido verdadeiramente como dramaturgo, tanto na França como no estrangeiro, tornando-se um clássico do reportório contemporâneo. Considerado por Heiner Muller o Shakespeare de nosso século, traduzido em mais de trinta línguas, encenado em cerca de cinquenta países. Podemos considerar as suas peças como tragédias modernas que nos tocam e desequilibram-nos com uma linguagem inovadora e privilegiada, uma preciosidade num momento em que se corre o risco do teatro descambar para comédias burlescas e banais de consumo rápido.

José Maria Dias | Encenador (Alcáçovas, 1957) Licenciatura em Estudos Teatrais, pela Universidade de Évora.

Fez várias cursos, dentro dos quais, Direcção Técnica de Espectáculos, orientado por Jean-Guy Lecat (Director Técnico de Peter Brook), cursos de encenação promovidos pelo Inatel (Teatro da Trindade), com alguns professores como o Tomaz Ribas, Águeda Sena, Fernando Augusto, José Peixoto, Alexandre Sousa, Carlos Cabral, Luís de Matos, António Casimiro, Eurico Lisboa, José Carlos Barros, Victor de Sousa, Cláudio Hochman e Mário Feliciano de quem foi assistente da cadeira de encenação. Director Artístico do Teatro Estúdio Fontenova e do Festival de Teatro de Setúbal “Festa do Teatro”. Actualmente lecciona Teatro na Escola Profissional do Montijo, na Escola Profissional de Setúbal e na UNISET (pólo do Montijo). Tem apoiado vários Clubes de Teatro de diversas escolas do Distrito de Setúbal. Encenou textos de vários autores, Armando Nascimento Rosa, Fernando Augusto, Bernardo Santareno, Gil Vicente, Luís de Sttau Monteiro, Maria Alzira Cabral, Norberto de Ávila, Francisco Ventura, Richard Demarcy, Adele Adelach, Aleksandr Galine, August Strindberg, Edward Bond e Arnold Wesker entre outros.

Eduardo Dias | Actor (Setúbal, 1982) Bacharel do Curso de Formação de actores da ESTC.

Interpretou entre outras as seguintes peças: Teatro nacional de São Carlos “Tosca” de Giacomo Puccini (2008); Escola da Noite “Na Estrada Real” de Anton Tchékhov com encenação de António Augusto Barros (2007); Teatro Mundial Escolinha de Música uma produção da Média Capital com encenação de Almeno Gonçalves (2006); no Teatro da Trindade (2003) “Viriato” de Freitas do Amaral com encenação de Fraga; no Teatro O Bando (2001 e 2002) “Pino do Verão” a partir de textos de Eugénio de Andrade com encenação de João Brites; no Teatro Estúdio Fontenova “O Crime do século XXI” (2006) “Os IEmigrantes” (2005); “Audição – com Daisy ao vivo no Odre Marítimo (2004); “Gil Vicente a Retalho” a partir de textos de Gil Vicente (2003); “As Mãos de Abraão Zacut" de Luís de Sttau Monteiro (2002) "O Pelicano" De August Strindberg (2001); "O Auto da Justiça" de Francisco Ventura (2000); "Restos" de Bernardo Santareno (2000), com encenações de José Maria Dias.

Leonardo Silva | Realizador, nasceu e vive em Setúbal, sempre gostou de escrever e foi um apaixonado pela magia do grande écran. Quando acabou o ensino secundário decidiu trabalhar como forma de emancipação monetária, o mercado não o permitiu, voltou a estudar, optando pelo seu sonho que é o cinema. Formou-se técnico profissional de realização na Academia em Lisboa, e, desde aí, faz o seu “oficio”, sempre que a alternância da condição de desempregado e trabalhador precário o permita. Realizou e participou entre outras: - “Festróia” Realização e Montagem do vídeo institucional (2004); “Viktor” Realização, Argumento e Montagem da curta-metragem (2005); “Para a frente se anda para trás...” Direcção de Fotografia da curta-metragem (2005) produções MDV. - “O Teu Olhar” e “Baía das Mulheres” estágios como 2º assistente de realização nas novelas (2004) produção NBP. - “Setúbal o quê?” assistente de realização e operador de camera, do documentário, produção NYCityFilms / Neocirka (Panorama Festroia). - “Pão e Circo” Realização e Montagem do vídeo publicitário do espectáculo (2004); “Malus” assistente de fotografia e som na curta-metragem (2007) (1º lugar Curtas Sapo/Festroia); “Anita” assistência técnica da curta-metragem (2007), produções NeoCirka CRL. - “Comenda, estação arqueológica romana” realização, fotografia e edição do documentário (2007) com apoio Univ. Moderna Setúbal (Jornadas Europeias Património); “Ser Conserveira” realização, argumento, fotografia e edição do documentário (2007) com apoio do Museu do Trabalho Michel Giacometti (Jornadas Europeias do Património); “Spectare” realização, fotografia e edição do videoarte para a exposição “Convento de Jesus: Novos Documentos” (2007) produções Prima Folia CRL.


Produção integrada no Festival de Teatro 2008/ “X Festa do Teatro

Patrocínio: Câmara Municipal de Setúbal

Apoios: AERSET, Projecto Lança

Apoios à Divulgação: O Setubalense, Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal e Setúbal na Rede





quarta-feira, setembro 10, 2008

Balanço da 10ª edição da Festa do Teatro

A X Festa do Teatro registou uma grande afluência de público, facto que vem confirmar a relevância do Festival no panorama cultural da cidade de Setúbal. Todos os espectáculos tiveram lotação esgotada e na última semana do Festival, houve muito espectadores que não conseguiram ingressos para assistir aos espectáculos. Facto que a organização do Festival lamenta, por um lado, mas, por outro, deixa-nos particularmente gratos e satisfeitos, mostrando que a população de Setúbal, está a aderir a este Festival e a considerá-lo como um evento de todos nós e da cidade de Setúbal em particular.
Não podemos deixar de referir que o público da “Festa do Teatro” não se constitui exclusivamente de setubalenses, mas um público que vem também de fora, juntando-se à comunidade local e contribuindo para que esta festa seja, cada vez mais, pautada de qualidade e singularidade, não residindo só na programação eclética e diversificada, mas sobretudo no contributo dado por cada um dos espectáculos e também das pessoas que viram, participaram e protagonizaram a “X Festa do Teatro”.

A Cidade de Setúbal, desde os espaços convencionais aos não convencionais, transbordou de Teatro, Curtas-metragens, Ateliers e exposições, tendo como pano de Fundo “O Teatro”.

A Festa iniciou com o Teatro ao Largo no parque do Bonfim, um espectáculo bem divertido e energético, a Festa voltou a este espaço com o Teatro das Beiras, que também nos deliciou de uma forma popular e enérgica, num conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal, tudo isto em conformidade com a natureza.

O nosso mítico Largo do Sapalinho foi um dos palcos escolhidos, este ano, para o Festival, o qual pensamos manter em edições futuras, não podendo deixar de salientar o bom acolhimento que tivemos por parte da população. Neste espaço decorreu o espectáculo “As Pequenas Cerimónias”, uma produção do Fiar/ Centro de Artes de Rua de Palmela, que encantou todos aqueles que tiveram a possibilidade de assistir, numa proximidade com o público, proporcionando a escuta da respiração do actor e da marioneta, num elogio ao mecanismo e à sua desmistificação. No Largo do Sapalinho assistimos ainda à esplendorosa actuação do Cuarteto Maravilla de Espanha/Sevilha, que encheu este belo largo numa constante de risos e aplausos ao longo de 60 minutos.

No Teatro de Bolso tivemos o TAS, com o espectáculo “No Parapeito da Ponte”, um texto de humor negro, que aborda a problemática da sociedade contemporânea. O Teatro dos Aloés, no mesmo local, trouxe-nos um espectáculo onde o absurdo marcou encontro com o humor, que nos fez reflectir sobre a nossa sociedade, onde o confronto de Culturas está latente.

O Teatro O Bando mais uma vez esteve presente no Festival, com o “Grão de Bico” que decorreu numa Tenda montada no pátio da Escola Sebastião da Gama, em que a chuva também fez questão de estar presente, mas nem por isso desmotivou o público, que calorosamente encheu a Tenda e pena foi que alguns espectadores ficassem de fora.

Na Escola Sebastião da Gama, num auditório construído dentro do Ginásio, se acolheu o Teatro Estúdio Fontenova, com a sua mais recente produção, “A Noite Antes da Floresta”, uma descida aos infernos na voz de um imigrante, de um marginal, de um excluído, num grito de amor que se perde numa noite fria e chuvosa, numa sociedade muitas vezes desumanizada, indiferente e pouco solidária, onde a xenofobia e a exclusão são a expressão mais visível. Bem visível foi o caloroso público que assistiu à estreia, irrompendo de aplausos e bravos, espectáculo que voltou no dia seguinte, aqui também foram vários os que não conseguiram entrar.

A “Festa do Teatro” encerrou de uma forma brilhante, com a ESTE/Estação Teatral da Beira Interior, onde a comunicação aconteceu de uma maneira directa, onde o teatro se fez com o espectador, o gesto, o movimento, a acção e a música dos bombos e pífaro, com o público a responder de uma forma verdadeiramente entusiasta e, só não ficaram espectadores de fora, porque este espectáculo permitiu que pudesse ser visto da galeria do Ginásio.

Mas este festival só foi possível com as sinergias de muitos.

Uma Equipa constituída: Leonardo Silva; Júlio Mendão; Bruno Moreira; António Machado; Mário Pereira; Manuel Ernesto; Nuno Moura; Alexandre Costa; Patrícia Coelho; José Luís Neto; Eduardo Dias; Mónica Martins; Sandra Ferras; Paula Guerra; Madalena Fialho e Anita Vilar.
Patrocínio:
Câmara Municipal de Setúbal
Apoios Financeiros:
Governo Civil de Setúbal, as Juntas de Freguesia de Nossa S.ª da Anunciada,
de S. Julião, de Sta. Maria da Graça, AVSET e a Lisnave.
Apoios á divulgação:
Jornal O Setubalense, Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal, Setúbal na Rede e Vidas Alternativas
Outros Apoios (a nível de espaços, materias):
Teatro O bando, Danç’arte, TAS, Clube Setubalense, Teatro D. Maria II, Programa Gulbenkian Criatividade e criação Artística/ da Fundação Calouste Gulbenkian; INATEL, Hotel Isidro e o Projecto Lança.
Parcerias:
Clube de Fotografia de Setúbal, Experimentáculo, MAEDS e a Academia Problemática e Obscura/ Prima Folia.
Agradecimentos:
Júlia Cardoso, Conceição Crispim, João Rosado, funcionários da GICO/Gabinete de Informação e Comunicação da C. M. Setúbal e os funcionários dos Serviços técnicos da CMS.
Um apoio incondicional:
Escola Sebastião da Gama

E não podemos deixar de agradecer a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, têm contribuído para o engrandecimento do Festival “Festa do Teatro”.

A “Festa do Teatro” chegou ao fim e com ela a nostalgia de um fim, mas a pensar já na próxima edição de 2009.
Cada edição é sempre uma nova aventura. Abrem-se novos horizontes, companhias que nos trazem estéticas inovadoras, trocam-se experiências, que nos enriquecem mutuamente. Companhias já estabelecidas e novas companhias aqui se afirmam com as suas tradições e as suas histórias.
Apostamos na diversidade, no questionamento, na incomodidade, que nos leva ao enriquecimento recíproco.

Queremos acreditar que este Festival vai crescer mais e fazer transbordar de arte, a nossa bela cidade de Setúbal, pensamos que só nos falta, esse reconhecimento, a nível nacional, nomeadamente, por parte da DGARTES.

O teatro é um transbordar da imaginação sobre a vida, que revela os homens a si próprios.
(Charles Dullin)