terça-feira, agosto 18, 2009

26 de Agosto'09||28 de Agosto'09 | 22h | Escola S. Sebastião da Gama||Cine Teatro S. João (Palmela)


Le Tour du Monde en 80 voix :: Khalid K (França)

Espectáculo para maiores 12 anos – Duração aproximada: 60 minutos


Cantor, músico, contador de contos, Khalid K leva-nos para uma viagem divertida à volta do mundo, para um universo sonoro e visual singular, sem palavras, mas vivo, familiar e poético. Usando fundamentalmente a sua voz constrói paisagens daqui e dali, incarna habilmente todo o género de personagens e de animais, sugerindo também sonoridades de instrumentos que ele orquestra como que por magia, para nos contar em corpo e melodia, histórias universais, levando-nos a mergulhar em todas as culturas e em todas as línguas sem, contudo, usar nenhuma.
O próprio Khalid diz: sou um cão, um gato, uma vaca, um galo, sou uma galinha, sou uma herdade idílica e, nessa paisagem bucólica, sou uma jovem enamorada. Eu sou uma orquestra de jazz, um clarim, sou um cowboy solitário, etc.
Ele incarna, enfim, o mundo que canta e narra de uma forma que nos prende e faz reviver memórias dos tempos da infância.
Na sua tournée de 2007-2008 esteve em numerosos festivais, tais como o da Primavera de Bourges, Les Francofolies de La Rochelle, nos C.C.A.S., JMF, Festival du Vent à Calvi, no Espace M. Simon à Noisy le Grand, no teatro Paul Eluard em Choisy, le Bataclan, no teatro du Vésinet e muitos outros.


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Encenação : Ken Higelin | Interpretação: Khalid K

27 de Agosto'09 | 22h | Club Setubalense

Mostra de Curtas-metragens :: Experimentáculo

Entrada livre

Noite de curtas-metragens, cujo objectivo é divulgar novos projectos/filmes. Sem tema definido, o propósito principal desta mostra é promover produções de vídeo pouco difundidas e motivar jovens realizadores para futuros trabalhos.

Título: "A nossa voz!"
Realizador: Alexandre Afonso
Duração: 21 minutos
Sinopse: Documentário em que um grupo de jovens muçulmanos dão a sua voz sobre os preconceitos, estereótipos e integração religiosa em Portugal. Abordam várias questões tabus, dúvida e curiosidade na nossa sociedade.

Título: "No oitavo"
Realizador: António Aleixo
Duração: 14 minutos
Sinopse: Três administradores reúnem-se de emergência por causa de um inesperado fugitivo. Mas quem é este homem?

Título: "A comida estava boa mas algo mudou em mim"
Realizador: António Aleixo, João Bordeira, Pedro Soares
Duração: 3 minutos
Sinopse: A comida estava boa, mas algo mudou em mim.

Título: "Fado vadio” – Um dia na vida de Luís Morgado"
Realizador: Ana stylita, Carlos Ramos, Eva Cruz
Duração: 15 minutos
Sinopse: Documentário sobre o dia-a-dia de um cantor de fado vadio, Luís Morgado.


Título: "Ecce Homo"
Realizador: Patrícia Trindade Coelho
Duração: 14m41s
Sinopse: A investigação, a conservação e o restauro de “Ecce Homo" deu-nos a conhecer uma pintura do séc. XVI. Representação de momento dramático de Cristo, castigado por Pilatos e apresentado ao Judeus de Jerusalém aquando das celebrações pascais.

28 de Agosto'09 | 22h | Escola S. Sebastião da Gama


Onde o Vento Faz a curva :: CIA D’Artes do Brasil

Espectáculo para maiores 6 anos – Duração aproximada: 80 minutos.

Espectáculo teatral dirigido e interpretado por Amauri Tangará. Iniciado em 1989, já percorreu mais de 1000 comunidades no Brasil e exterior, entre Portugal, Espanha, Bolívia, Peru, Equador, etc. Apresentou-se na EXPO 98 em Lisboa, a convite do Director de Espectáculos de Rua, João Brites.
Os mitos, as lendas e as tradições do Pantanal brasileiro são o principal ingrediente do espectáculo “CAFUNDÓ – ONDE O VENTO FAZ A CURVA”, um divertido espectáculo solo no qual o “contador de causos” Amauri Tangará passa em revista o fantástico imaginário cultural do interior do Brasil.

É um painel da cultura cabocla brasileira, fruto de mais de vinte anos de andança e investigações sertão adentro. Lendas, “causos”, crendices populares, rituais indígenas, festanças religiosas, apresentado numa verdadeira " roda de prosa ", dessas que acontece entre uma “talagada” e outra de boa cachaça, nas vendas e botecos de beira-de-estrada ou nas vigílias dos velórios, nos terços e festas-de-santos. Isso tudo alinhavado e entremeado com gostosas e autênticas canções caboclas e pontilhado de viola de nunca mais se esquecer, levam o espectador aos terreiros da casa-da-roça, para o meio das matas Amazónicas, para as beiras dos rios, para as farras poéticas e gostosas das sabenças caipiras...
CAFUNDÓ – É uma comédia cabocla, cuja participação do público e a multiplicidade de personagens apresentados a torna vibrante, colorida, divertidíssima, mágica!... É a brasilidade do teatro caboclo, na cor, no gesto, no cheiro e no gosto!!!

29 de Agosto | 19h | 21h | 22h 30m | Praça do Bocage


Luto Clandestino :: Teatro O bando

Espectáculo para maiores 12 anos – Duração aproximada: 30 minutos

Quem não gostava de ser “mosquinha” e ouvir as conversas secretas dos outros? O casal no café que ri baixinho, os velhos no jardim, os namorados que se beijam dentro dos carros, as mulheres às varandas.
Quem nunca sentiu, mesmo que o esconda, o desejo de conhecer melhor alguém, ouvindo os seus desabafos, numa conversa de que não fazemos parte?
Neste espectáculo do bando vamos espreitar o mundo da clandestinidade. Vai-nos ser permitido pôr uns auriculares e ser “mosquinha” durante meia hora, seguir uns desconhecidos e ouvir uma conversa íntima, sobre medo, perversidade, amor, morte... luto?
E quem sabe se esta experiência de aproximação ao outro não será esclarecedora para vermos melhor o mundo e percebermo-nos a nós próprios? Quem sabe se esta experiência de voyeurismo não será parte de uma viagem introspectiva?
O espectáculo decorre em movimento. Os actores estão equipados com sistema de emissão de rádio e os espectadores com sistema de recepção.


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Texto: Jacinto Lucas Pires | Encenação e dramaturgia: João Brites | Oralidade: Teresa Lima | Corporalidade: Félix Lozano | Interpretação: Dinis Machado e Paula Só | Co-produção: Teatro o bando / FIAR, Associação Cultural

30 de Agosto'09 | 22h | Club Setubalense


Narrador, narra-me uma narrativa… :: Teatro Estúdio Fontenova

Espectáculo para maiores 06 anos – Duração aproximada: 45 minutos

Entrada livre


A necessidade de contar e ouvir histórias é essencial à espécie Homo Sapiens – necessidade que se posiciona aparentemente em segundo lugar, logo após a alimentação e anterior ao amor e ao abrigo.
Milhões sobrevivem sem amor ou lar, quase ninguém em silêncio; o oposto do silêncio conduz rapidamente à narrativa, e o som das histórias é o som dominante das nossas vidas, dos pequenos relatos do nosso quotidiano até às vastas e incomunicáveis construções de psicopatas.” Price, Reynolds (1978). A Palpable God, New York : Atheneum, p.3.
Na era da comunicação audiovisual o simples acto de contar uma história continua a desempenhar um papel importante nas nossas vidas. O individualismo e a apatia social comprometem a interacção entre indivíduos, constrangendo a partilha de vivências e a criação de um ideário colectivo. O contar de uma história propícia um ponto de partida comum, onde cada pessoa constrói a sua visão particular, acrescentando-lhe os seus «pontos».
A palavra dita, acompanhada de entoações ou gestos, desperta emoções e provoca a imaginação particular dentro de um colectivo.
Se o teatro cumpre em parte esta função, a literatura oral mergulha profundamente nas nossas raízes culturais. Enquanto que na arte teatral a percepção tende a ser mais abrangente, na literatura oral esta depende da vivência pessoal e da imaginação do receptor. Desta forma, a experiência é, de um ponto de vista pessoal, mais intensa.
A literatura oral, por ser um acto para-teatral, e estar intimamente ligada ao nascimento do teatro, surge como uma actividade de extremo interesse, quer pelas razões supracitadas, quer por contribuir para criar o gosto pela leitura.
Desta forma, acompanhando a programação da XI Festa do Teatro realizar-se-á a actividade denominada «Narrador, narra-me uma narrativa…», precedida por tertúlia, onde existirá espaço para partilhar as experiências e pontos de vista suscitados pela obra narrada.

31 de Agosto'09 | 22h | Academia Problemática e Obscura


Conversas de Teatro – O Teatro como Poder :: Fernando Dacosta e Eugénia Vasques

Entrada livre

Num ambiente informal e descontraído, pretende-se conversar, partilhar experiências e trocar ideias tendo como tema “O Teatro como Poder”.

Participantes:

Fernando Dacosta
Ficcionista e autor dramático, formado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa. Exerceu a actividade profissional de jornalista. Foi galardoado com 10 prémios: G.P. de Teatro RTP, da Associação Portuguesa de Críticos, da Casa da Imprensa (por Um jeep em segunda mão, 1978), G.P. de Reportagem (À Descoberta de Portugal, 1982), Jornalista do Ano Nova Gente (1982), G.P. de Reportagem do Clube Português de Imprensa (Os Retornados estão a mudar Portugal, 1984), G.P. de Litertura Círculo de Leitores (O Viúvo, 1986), P. Fernando Pessoa do jornalismo e P. Gazeta do Clube dos Jornalistas (Moçambique, Todo o Sofrimento do Mundo, 1991), P. Gazeta do Clube dos Jornalistas (O Despertar dos Idosos, 1994). Tem mais de vinte livros publicados em diferentes géneros – reportagem, teatro, romance, narrativa e conto.
Estabeleceu nexos de intertextualidade com outros autores de língua portuguesa que integram ou reflectiram sobre a mitologia do ser português, como Agostinho da Silva, Jaime Cortesão, Antero, Pascoaes, Oliveira Martins, Camões ou Pessoa.

Eugénia Vasques
Eugénia Vasques é Professora-Coordenadora na Escola Superior de Teatro e Cinema. Estudou na Universidade de Paris VIII, na Escola de Teatro do Conservatório Nacional, na Universidade de Lisboa e na University of California, Santa Barbara, USA, onde realizou o seu doutoramento em Hispanic Languages com equivalência, na Universidade Nova, em Estudos Portugueses do Século XX. Crítica de teatro entre 1985 e 2001 (Expresso), assinou centenas de artigos e ensaios sobre Artes Performativas e Estudos sobre as Mulheres, e publicou os volumes Jorge de Sena: Uma Ideia de Teatro (1938-71) [Lisboa, Cosmos, 1998]; Considerações em Torno do Teatro em Portugal nos Anos 90: Portugal/Brasil/África [Lisboa, IPAE, 1998]; Mulheres Que Escreveram Teatro no Século XX em Portugal [Lisboa, Colibri, 2001]; O Que É Teatro [Lisboa, Quimera, 2003]; João Mota, Pedagogo Teatral (Metodologia e Criação) [Lisboa, Colibri/IPL, 2006]. Organiza, actualmente, uma História do Conservatório Nacional e o volume OQue É Encenação [Lisboa, Quimera].

Rui Pina Coelho
Docente na Escola Superior de Teatro e Cinema (Lisboa) e investigador do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa – onde colabora no projecto CETbase, uma base de dados para a história do teatro em Portugal – e do Centro de Investigação em Teatro e Cinema (CITECI). Colabora com o jornal Público, desde Julho 2006, na qualidade de crítico de teatro e membro do Conselho Redactorial da revista Sinais de cena. É membro da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT). É Mestre em Estudos de Teatro, desde Junho de 2006, com a tese intitulada Casa da Comédia – Um palco para uma ideia de teatro, apresentada à Faculdade de Letras de Lisboa, e licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses e Ingleses. É membro fundador da Trimagisto – Cooperativa de Experimentação Teatral (Évora).

02 de Setembro'09 | 22h | Parque do Bonfim


As Justiceiras :: Teatro ao Largo

Espectáculo para maiores 12 anos – Duração aproximada: 75 minutos

Uma nova tradução, de Pureza Pinto Leite, da comédia irreverente, ‘As Mulheres da Assembleia’, escrita no séc. V A.C., do mestre grego Aristófanes.

Mantendo-se fiel ao texto original, a nossa versão é transportada da Grécia Antiga para uma aldeia portuguesa nos anos 70, onde os temas centrais têm especial relevância.
“As Justiceiras” baseia-se num acto de velhacaria pelas mulheres da aldeia, através do qual conseguem apoderar-se do controle da Assembleia de Junta de Freguesia, e decretam uma série de novas leis bizarras, em sua vantagem, à custa dos homens locais. Desenrolam-se então consequências, hilariantes…
Por mais absurdo e cómico que possa ser, esta peça de Aristófanes tem muito a dizer sobre a paridade, a igualdade de direitos, e a corrupção na sociedade. A peça é rica em comédia, música ao vivo e interacção com o público.


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Encenação e Música Original: Steve Johnston | Elenco: Rui Penas, Célia Martins, Nuno Bravo Nogueira e Inês Patrício| Assistente de direcção: Pureza Pinto Leite| Guada Roupa e Cenário: Helen Lane| Técnicos: Luis Santos, Nelson Martins