De 22 de Agosto a 5 de Setembro,
A Festa Faz-se!
Do teatro à música, passando pelas curtas metragens, oficina de teatro, debates, espaço do conto, aos espectáculos de sala e de rua, formas artísticas emergentes e de natureza pluridisciplinar, a XI Festa do Teatro continua a ser um interlocutor entre os artistas e a comunidade, potenciando hábitos de fruição cultural, continuando a apostar na formação de públicos e no desenvolvimento da sua capacidade crítica, assim como, na divulgação de novas práticas.
Este ano inclui no Festival, uma Oficina de Teatro “Educação para a Cidadania e Inclusão”, oficina esta que está a ser desenvolvida por formadores do Teatro Estúdio Fontenova em parceria com o Teatro Vivo (S. Roque do Pico – Açores), promovida em regime de Residência Artística com jovens de Setúbal e da Ilha do Pico, apoiada pela Câmara Municipal de S. Roque do Pico e pelo Centro Regional de Solidariedade e Segurança Social de Setúbal.
Também este ano se inicia um novo espaço, Espaço do Conto, “Narrador, narra-me uma narrativa… “
O Festival de Teatro “Festa do Teatro” continua a ser um momento cultural de relevo na cidade de Setúbal que se vai afirmando sempre e cada vez mais como um acontecimento que proporciona, ao público autóctone e aos visitantes, momentos de verdadeiro divertimento, de enriquecimento e de crescimento intelectual, no qual o teatro assume o papel de dinamizador de redes de difusão, permitindo a interligação de experiências e a movimentação de espectáculos de carácter profissional.
A cultura é fundamental para a criação de identidade e para o desenvolvimento económico e social da sociedade, sendo, pois, uma aposta valiosa, na qual se insere a Festa do Teatro pelo seu contributo na formação de novos públicos e na consolidação dos já existentes. Além disso disso, a cidadania também se constrói através da Arte e, neste caso, do Teatro.
Um dos objectivos deste Festival é também manter uma programação eclética e diversificada, privilegiando o nacional sem descurar a participação estrangeira.
(…) Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, géneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Teatro não pode ser apenas um evento – é forma de vida!
Actores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma! (…)
Augusto Boal
terça-feira, agosto 18, 2009
Resumo da Programação

22 de Agosto a 5 de Setembro 2009
AGOSTO
22> 19h> Salão Nobre> Sessão de Abertura – Teatro Estúdio Fontenova
22> 22h> Claustros do Convento de Jesus> Uma Rampa para ti – Fiar – Centro de Artes de Rua de Palmela
23> 22h> Auditório José Afonso> Humanum Fatum – PIA – Projectos de Intervenção Artística.
24> 22h> Escola Sebastião da Gama> Oro8oro – Teatro Estúdio Fontenova
26> 22h> Escola Sebastião da Gama> Le tour du monde en 80 voix – Khalid K, França
27> 22h> Clube Setubalense> Mostra de Curtas-metragens – Experimentáculo.
28> 22h> Escola Sebastião da Gama> Cafundó - Onde o Vento Faz a Curva – CIA D’Artes do Brasil
28>22h > Cine Teatro - S. João /Palmela > Le tour du monde en 80 voix – Khalid K,
França
29>19h |21h | 22h30> Praça do Bocage> Luto Clandestino – Teatro O bando
30> 22h> Clube Setubalense> Narrador, narra-me uma narrativa… – Teatro Estúdio Fontenova
31> 22h> Academia Problemática e Obscura (R. Deputado Henrique Cardoso) – Conversas de Teatro – O Teatro como Poder – Fernando Dacosta
SETEMBRO
02> 22h> Parque do Bonfim> As Justiceiras – Teatro ao Largo
03> 22h> Escola Sebastião da Gama> Canção do Vale – Teatro dos Aloés
04> 22h> Escola Sebastião da Gama> Apresentação do Trabalho final da Oficina de teatro/ Educação para a Cidadania e Inclusão.
05> 22h> Escola Sebastião da Gama> Apresentação do Trabalho final da Oficina de Teatro/ Educação para a Cidadania e Inclusão.
05> 23h> Claustros do Convento de Jesus> Concerto com Baile Mandado – BAILEBÚRDIA
22 de Agosto'09 | 19h | Salão Nobre dos Paços do Concelho
22 de Agosto'09 | 22h | Claustros do Convento de Jesus

Uma Rampa para Ti :: Fiar – Centro de Artes de Palmela
Espectáculo para público em geral – Duração aproximada: 50 minutos.
CIRCUNDAR 2009 – 2011
Circo Contemporâneo para o Espaço Público: Concluíram a 1ª Fase do projecto CIRCUNDAR (2009), com a estreia da criação – UMA RAMPA PARA TI – a 30 de Maio, no Festival Imaginarius em Santa Maria da Feira.
A primeira fase do projecto consistiu num Encontro de artistas, durante quatro meses (de Fevereiro a Maio), para uma experiência orientada para o espaço público e em que se cruzam a dança, o circo e o teatro físico, estruturado em torno de três eixos: Formação, Criação artística e Intervenção junto das comunidades locais.
O lugar onde nos encontrámos é um lugar em desequilíbrio onde homens – bicho / bichos -homens sonham a escorregar para dentro.
A proposta para o espectáculo Uma Rampa Para Ti, vai de encontro à procura de uma linguagem contemporânea que questione as fronteiras de diferentes expressões artísticas que se cruzam e dialogam. Estes são alguns dos pontos de partida para a criação de um universo onde convergem as técnicas circenses, dos aéreos ao clown, da teatralidade à dança. Procuramos através do cruzamento destas linguagens um universo colectivo criado através da troca de estímulos e de inúmeras inquietações.
Direcção do Projecto e de Produção: Dolores de Matos | Apoio á Direcção do Projecto: Ricardo Crista | Encenação, Dramaturgia e Espaço Cénico: Luciano Amarelo | Intérpretes: Aurélien Chaillou, Bernardo Chatillon, Isadora Branco e Sofia Figueiredo | Olhar Coreográfico: Branko Potočan | Olhar Plástico, Figurinos e Fotografia: Rita Melo | Espaço Sonoro: Miguel Cervini e Duarte Cabaça | Formadores: Ana Mira, Branko Potočan, Fanny Soreano, Marie Anne Kergoet e Zoë Maistre | Vídeo: Alberto Carvalhal e Ricardo Crista | Construção de Cenário: David Guimarães | Produção Executiva: João Chicó | Secretariado e Contas: Maria José Mestre | Design Gráfico: Paulo Hasse Paixão
Co-produtores – 1ª Fase: Câmara Municipal de Palmela, Festival Imaginarius, Câmara Municipal do Fundão, Moagem do Fundão; 2010 - Festival de Valladolid
Apoios – Instituto Franco Português, Junta de Freguesia de Palmela, Família Cardoso Maçarico, Festival ENCONTR’artes, Teatro o bando.
23 de Agosto'09 | 22h | Auditório José Afonso

Humanum Fatum :: PIA – Projectos de Intervenção Artística
Espectáculo para maiores 6 anos – Duração aproximada: 60 minutos
No século XIX 3 inventores, preocupados em convencer as pessoas da utilidade das suas máquinas, descobrem as vantagens da solidariedade e os riscos duma sociedade essencialmente baseada no progresso técnico.
Saberão eles lidar com as implicações do maquinismo e encontrar uma alternativa a este novo problema que pretendia ser uma solução?
Além da estética realista e do ambiente fiel à vida social do século XIX, o espectáculo pretende homenagear todos os inventores por terem pensado máquinas extraordinárias que fizeram sonhar os homens até hoje.
Com a chegada de uma nova Era, o Destino vem ligar o Homem e a Máquina, como engenho universal movido por correias de sentimentos.
Pois se o Destino não nos revela uma conclusão, resta-nos a interrogação... “Remeter a Máquina ao Homem ou degradar o Homem à Máquina?
Produção: PIA – Projectos de Intervenção Artística, CRL | Autoria, Direcção Artística e Concepção Plástica: Pedro Leal | Encenação e Direcção de Actor: Sylvain Peker | Direcção de Produção e Audiovisuais: Helena Oliveira | Cenografia: Pedro Leal e Ricardo Mondim | Figurinos: Maria João Domingues, Olinda Cordas, Filomena Godinho| Iluminótecnia: João Nunes Sonoplastia: Álvaro Presumido | Criação e Interpretação: Helena Oliveira, Pedro Leal, Ricardo Mondim, Sylvain Peker
24 de Agosto'09 | 22h | Escola Sebastião da Gama

Oro8orO :: Teatro Estúdio Fontenova
Espectáculo para maiores 16 anos – Duração: 75 minutos
Oro8oro é um texto dramático livremente inspirado no universo literário da Arte Sequencial, onde a fábula e o fantástico adquirem uma actualidade temática surpreendente, abrindo a porta para a criação de um espectáculo multidisciplinar.
As personagens pertencem a um outro tempo, um “tempo” geográfico. Um lugar que não é passado nem futuro, um lugar que pertence ao intemporal presente da condição humana.
Breves palavras sobre a Encenação
“Para medir um círculo começa-se num ponto qualquer”, afirmou Charles Fort. Assim é com o teatro. Pode-se começar a concepção, ou análise, de um espectáculo por qualquer ponto, seja ele a luminotécnia, a sonoplastia, os actores, ou mesmo a cenografia. Em Oro8orO, esse ponto foi fornecido pelo cruzamento de vários personagens de contos e de banda desenhada. Daqui, se traçou a primeira linha. Como um círculo construiu-se, então, traço a traço a cena, a unidade do espectáculo. Uma sucessão de traços, rectas tangentes que formam na aparente forma circular.
Cada uma imprime uma nova direcção, uma renovada leitura do todo. Então, quando o círculo se fecha, recomeça-se. Limam-se arestas, traçam-se novas linhas, sempre com o objectivo de se voltar a poder recomeçar de um ponto que, já não sendo o mesmo, foi aquele por onde se começou. E é assim que, ensaio a ensaio, sol a sol, lua a lua, se construiu esta arena, metáfora de vida. Mas não confiem nas imagens, nem nas palavras ditas. Este é o círculo onde tudo se sacrifica. Por muito que o movimento seja perpétuo, tal como e onde começou, terá que terminar. O teatro não passa de uma mandala ao vento.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Texto e Encenação: Eduardo Dias | Dramaturgia e Design Gráfico: Mónica Santos Banda sonora original: Bruno Moraes | Interpretação: Eduardo Dias, Graziela Dias, José Lobo e Sara Costa | Caracterização: Eduardo Dias | Figurinos: Zé Nova | Marionetas e Adereços: Pedro Leal e Ricardo Mondim | Direcção Artística, de Actores, de Cena e Desenho de luz: José Maria Dias | Direcção de produção – Mónica Santos | Produção executiva: Anita Vilar | Execução cenográfica: Júlio Mendão e Nuno Pires| Execução de Guarda-roupa: Zé Nova e Gertrudes Félix | Montagem: Hugo Moreira e Mário Pereira Frente Casa: Anita Vilar e Madalena Fialho
Vídeo/Realização e Montagem: Eduardo Dias e Mónica Santos | Captação de Imagem: Leonardo Silva Direcção de Fotografia e operação: Mónica Santos | Participação Especial: Sara Belo | Figuração Especial: Fernando Guerreiro, José Maria Dias e Mónica Santos.
26 de Agosto'09||28 de Agosto'09 | 22h | Escola S. Sebastião da Gama||Cine Teatro S. João (Palmela)

Le Tour du Monde en 80 voix :: Khalid K (França)
Espectáculo para maiores 12 anos – Duração aproximada: 60 minutos
Cantor, músico, contador de contos, Khalid K leva-nos para uma viagem divertida à volta do mundo, para um universo sonoro e visual singular, sem palavras, mas vivo, familiar e poético. Usando fundamentalmente a sua voz constrói paisagens daqui e dali, incarna habilmente todo o género de personagens e de animais, sugerindo também sonoridades de instrumentos que ele orquestra como que por magia, para nos contar em corpo e melodia, histórias universais, levando-nos a mergulhar em todas as culturas e em todas as línguas sem, contudo, usar nenhuma.
O próprio Khalid diz: sou um cão, um gato, uma vaca, um galo, sou uma galinha, sou uma herdade idílica e, nessa paisagem bucólica, sou uma jovem enamorada. Eu sou uma orquestra de jazz, um clarim, sou um cowboy solitário, etc.
Ele incarna, enfim, o mundo que canta e narra de uma forma que nos prende e faz reviver memórias dos tempos da infância.
Na sua tournée de 2007-2008 esteve em numerosos festivais, tais como o da Primavera de Bourges, Les Francofolies de La Rochelle, nos C.C.A.S., JMF, Festival du Vent à Calvi, no Espace M. Simon à Noisy le Grand, no teatro Paul Eluard em Choisy, le Bataclan, no teatro du Vésinet e muitos outros.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Encenação : Ken Higelin | Interpretação: Khalid K
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