sexta-feira, agosto 06, 2010

02 de Setembro | 22h


Cozinheiros, versão commedia dell’Arte> ESTE – Estação Teatral da Beira Interior

Espectáculo para maiores 12 anos – Duração aproximada: 75 minutos

Escola Sebastião da Gama – (Ginásio Novo) Av. Alexandre Herculano / Setúbal


Bilhetes: 7€
Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65, aderentes PIN Cultura e Sócios Inatel)




Partindo da sua mais recente criação, Cozinheiros, a ESTE – Estação Teatral propõe um desdobramento para uma versão de Commedia dell´Arte da mesma ideia dramatúrgica de Arnold Wesker.
Teatro com máscara, de cariz iminentemente cómico, onde o gesto e a acção são predominantes, seguindo uma das tradições mais nucleares do teatro tradicional ocidental. Esta é uma criação alternativa, que complementa a versão artística estreada em Dezembro de 2009 n´A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão.
Cozinheiros (Versão Commedia dell´Arte) é a oportunidade de Arlecchinno, Brighella, Pantalone, Capitanno, Dottore ou Pulcinella, algumas das mais emblemáticas personagens daquele que foi o primeiro laboratório do actor moderno, trabalharem numa grande cozinha de um grande restaurante chamado… mundo.


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Encenação: Ricardo Brito | Dramaturgia e Máscaras: Nuno Pino Custódio | Espaço Cénico: Manuel Raimundo | Desenho de Luz e Operação Técnica: Pedro Fino | Interpretação: Pedro Diogo, Tiago Poiares, Miguel Lança e Sara Gabriel Luis Santos, Nelson Martins

03 de Setembro | 22h


Saguão> Teatro dos Aloés

Espectáculo para maiores 12 anos – Duração aproximada: 55 minutos

Escola Sebastião da Gama – (Ginásio Novo) Av. Alexandre Herculano / Setúbal


Bilhetes: 7€
Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65, aderentes PIN Cultura e Sócios Inatel)



Num saguão cheio de imundícies encontramos Peppe, Tano e Alguém.
Três homens que já não sabem o que é o tempo mas ainda querem tanto viver.
Com os seus pequenos gestos, com a vontade de se ouvirem, com o prazer de brincarem. Porque naquele pátio interior ninguém lhes pode retirar o prazer de brincar. Naquele saguão ainda podem recordar, ainda podem existir. O pátio interior é o lugar das suas brincadeiras de infância onde tudo é permitido, onde tudo parece possível. Onde é possível inventar um mundo mágico, basta respeitar-lhe as regras. Aí vivem Peppe e tanto, dois desesperados, no meio do lixo com ratos que lhes comem os pés. Não sabemos de onde vêm nem que ligação têm.
Um texto onde é possível colocar as mais amargas perguntas da actualidade, as mais pequenas obsessões do dia-a-dia. Com um ritmo cómico que não abranda e que investe a velocidade incolor da linguagem de televisão. Um texto que alterna uma abstracção cruel com o realismo poético.


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Autor: Spiro Scimone | Tradução: Alessandra Balsamo e Jorge Silva Melo |Encenação: Jorge Silva| Cenografia e Figurinos Teresa Varela | Desenho de Luz: Pedro Domingos Designer Gráfico: Rui Pereira | Produção: Teatro dos Aloés | Assistente de Produção Joana Pães | Interpretação: Daniel Martinho, João de Brito e Luís Barros

04 de Setembro | 22h

Espectáculo de Encerramento/Aniversário
Vários Criadores Convidados – Teatro/Música/Poesia/Dança/Artes Plásticas


Duração aproximada: 120 minutos

Fundação INATEL – Praça da República/Setúbal

Entrada livre



Pela primeira vez, aleado ao facto de a associação comemorar 25 anos de actividade e 10 como companhia profissional, a Festa terá um espectáculo transdisciplinar de encerramento e aniversário.
Teatro/Música/Poesia/Dança/Artes Plásticas, onde vários criadores convidados são envolvidos num único espectáculo.

COM A PARTICIPAÇÃO DE:

Teatro Estúdio Fontenova | Conservatório Regional de Música de Setúbal | Artistas Plásticos: António Galrinho, Pólvora da Cruz entre outros | Actor: Duarte Victor | Poetas: Alexandrina Pereira, Américo Pereira, Chocolate Contradanças, Fernando Guerreiro, João Farelo, Jorge Faria e José Raposo

quarta-feira, junho 23, 2010

2 meias, 1 malha & 1 curta



Anton Tchekhov foi sensível ao drama contemporâneo da sua sociedade e debruçou-se, compassivo e compreensivo, sobre as vidas cinzentas e mesquinhas da pequena burguesia e o drama dos intelectuais. Sentiu o desabar de uma sociedade em crise e registou as vicissitudes da classe média, presa em tradições ancestrais e incapaz de as conciliar com as exigências dos movimentos sociais emergentes. Contudo, esses movimentos sociais que surgiam, nos quais Tchekhov depositava o seu positivismo sobre a evolução social, são, ironicamente, os mesmos que podemos hoje considerar precursores da crise social que flagela a sociedade dos nossos dias. Nas palavras do autor: "o meu desejo é dizer honestamente às pessoas: olhai-vos um poucochinho e vêde até que ponto a vossa vida é má e sombria. O que importa é que as pessoas se dêem conta deste facto; se chegarem a compreendê-lo hão-de suscitar certamente à sua volta uma outra vida melhor."
Hoje sabemos que para conhecer a realidade à que abordá-la de diversos prismas, partindo assim da obra deste autor, este espectáculo reúne as visões de várias áreas artísticas na busca de uma interpretação mais complexa e aproximada da realidade. Nesta peça, recorre-se à pluridisciplinariedade como forma de perseguir o mesmo desejo que Tchekhov imprimiu na sua obra: o de contribuir para uma vida melhor.
Este espectáculo integra o teatro, a dança e o cinema num único espectáculo, com pontos de ligação entre as várias obras seleccionadas. Cada vertente goza de total liberdade artística, partilhando uma linha estética comum.
Ao integrar este autor na programação, estamos simultaneamente a homenagear o homem e a obra, assinalando os 150 do seu nascimento. Anton Tchekhov diz-nos "Não viverei, sem dúvida, o bastante para o ver, mas creio que o futuro será muito diferente, uma outra coisa bem diversa da nossa vida actual", no entanto a sua obra vive e persiste com uma actualidade impar.
Este espectáculo conta com a colaboração da Passos e compassos/DançArte e da Low Cost Filmes.





Sinopse

“Duas Meias, uma Malha e uma Curta”
Um relutante conferencista apresenta-se ao respeitável público com o objectivo de palestrar sobre “Os Malefícios do tabaco”. Apesar da sua boa vontade a palestra desvia-se constantemente para os aspectos mais sórdidos da sua vida.
Partindo do mote condutor proporcionado pelo “Os Malefícios do tabaco” inicia-se uma pequena viagem cómico-trágica pelas peças em um acto de Anton Tchekhov (Um pedido de Casamento, O trágico à força e O Urso). Com um espectáculo multidisciplinar (teatro, cinema e dança) se visitam as peripécias e vivências de um pobre diabo.


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Textos Anton Tchekhov |Direcção/encenação José Maria Dias | Coreografia Sofia Belchior| Realização e Câmara António Aleixo e Pedro Soares | Banda sonora António Machado sobre suites para violoncelo de Sebastian Bach |Cenografia, Figurinos e Design gráfico Mónica Santos | Interpretação Carla Garcia, Eduardo Dias, Graziela Dias, José Maria Dias, José Lobo e Tiago Cruz | Produção de Vídeo Low Cost Filmes | Edição vídeo António Aleixo | Desenho de luz José Maria Dias| Execução de Guarda Ana Maria Garcia Direcção de Produção e Divulgação Graziela Dias | Montagem Júlio Mendão e Samuel Simão | Frente casa Manuel Ernesto e Bruno Moreira

62ª Produção Teatro Estúdio Fontenova
Companhia Subsidiada: Câmara Municipal de Setúbal
Apoios: AERSET; Crómia; O Setubalense; iMais/SemMais Jornal; Jornal de Setúbal; O Sul; Setúbal na Rede; Viva Setúbal; Oportunidades & Negócios; Rádio Azul e Setúbal TV On Line.
Agradecimentos: Passos e Compassos /Dançarte; António Marques, António Galrinho e Álvaro Félix.

sábado, março 13, 2010

Audição com Daisy ao vivo no Odre Marítimo




De 19 a 28 de Março (sextas, sábados e domingos) | 21h.30m

Espectáculo para maiores 14 anos
Duração aproximada 1h45

Club Setubalense
Av. Luísa Todi, 99 – 1º
2900 - 461 Setúbal

Bilhetes: 7€ Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura)


A obra de Fernando Pessoa é um património de valor incalculável, sendo um marco indiscutível do seu tempo, chega até aos nossos dias envolto numa mística de actualidade intemporal. Esta obra de Armando Nascimento Rosa homenageia a complexidade do Universo Pessoano onde, para além das palavras, existe a música, com canções que partem de poemas que Pessoa escreveu em português, inglês e francês, interpretadas pelo actor e por um pianista-actor, seu duplo, ambos desdobrando-se em outras tantas figuras imaginadas pela invenção cénica. Reflexão e intuição, emoção e diversão, quatro vias que norteiam o teatro gnóstico de Nascimento Rosa, conjugam-se numa peça cómica e dramática, poética e política, que nos fala da vida que há no teatro e do teatro que há na vida.


Sinopse

Um actor chega a um palco para efectuar uma audição, que vira publicitada no jornal. O estranho é ninguém mais ter comparecido naquele teatro, nem júri para o avaliar, nem colegas candidatos. Mas desistir não é com ele. Apresentará na solidão da cena a ficção dramática que trouxe preparada. E o espectáculo acontece graças à sua persistência.
Ele supôs que o anúncio poderia implicar digressões ao estrangeiro, e por isso traz um número que convoca, como ele diz, a referência cultural portuguesa mais famosa no mundo, depois do fado e do vinho do Porto: o poeta Fernando Pessoa.
Várias máscaras o actor vestirá na cena, em especial a de Daisy Mason, a amiga inglesa de Álvaro de Campos (que aparece em Soneto Já Antigo), aqui transformada em inesperada drag-queen da poesia e do music-hall num barco imaginário, em trânsito no Tejo, consagrado às artes e chamado Odre Marítimo.





A Encenação


Tendo sido levada à cena, pelo Teatro Estúdio Fontenova em 2004. Escolhemos repor este espectáculo que é um ex-líbris no historial da companhia e que presta tributo à memória de Fernando Pessoa, no ano em que se assinalam os 75 anos do seu desaparecimento.
Tomei conhecimento da Audição através da Paixão do Eduardo pelo texto de Armando que se tornou, também para mim, em paixão. Não estou a exagerar. Este texto de é sem dúvida um desafio para um actor e consequentemente para um encenador.
Da leitura que fizemos da peça surgiu desde logo a convicção de que ela só resultaria num ambiente, ou de uma forma aproximada, como o vivido por Fernando Pessoa no final dos anos vinte do século passado, com a evidente conotação aos cabaret’s do imaginário de Álvaro de Campos e da sua amiga Daisy, aproximação essa que só se verificaria efectivamente com o seu aparecimento.
Para concretizar esta ideia, nada melhor que o espaço Club Setubalense, em cujo salão existe também um piano de cauda, instrumento imprescindível nesta nossa interpretação. As qualidades e o empenho do Eduardo e do Bruno foram para mim a garantia da qualidade do trabalho.
Na actualização feita para esta reposição, foram tidos em conta todos os pressupostos já anunciados e consequentemente beneficiamos do amadurecimento artístico dos intervenientes, o que vem potenciar alguns ajustes que, por isso, se imponham.

José Maria Dias

Projecto Interacção com as artes plásticas

Com a colaboração de escolas e ateliers de artes plásticas da região, este espectáculo promove a educação artística e a literacia cultural, destinando lugares cativos para estudantes e artistas plásticos onde estes possam transpor a sua interpretação da peça. As criações resultantes deste exercício serão objecto de exposição durante a carreira da peça, propiciando novas visões ao público em geral. Este projecto teve já início no espectáculo anterior “Projecto Maria Parda” e com excelentes resultados, decidimos repeti-lo. Entretanto lançámos já um desafio, aos artistas plásticos, em elaborar, a partir dos esboços, uma obra que fará parte de uma exposição durante o Festival de Teatro “Festa do Teatro” que decorrerá de 21 Agosto a 4 de Setembro.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:

Texto e Música Armando Nascimento Rosa | Encenação, Concepção do Espaço Cénico e Desenho de luz José Maria Dias |Arranjos Musicais Bruno Moraes e Tiago Morais | Interpretação Bruno Moraes e Eduardo Dias | Apoio Vocal Sara Belo | Direcção de Produção, Adereços e Figurinos Graziela Dias |Fotografia e Design Gráfico Original Paula Moita | Design Gráfico Mónica Santos | Montagem Júlio Mendão | Frente casa Bruno Moreira e Manuel Ernesto

Armando Nascimento Rosa
| Autor (Évora, 1966) é autor de entre outras peças encenadas e editadas: “Um Édipo” (2003); “Audição – Com Daisy ao Vivo no Odre Marítimo” (2002); e “Lianor no País sem Pilhas” (2001), que foi Prémio Revelação Ribeiro da Fonte em 2000. Divulgou em leituras dramatizadas as peças “Nória e Prometeu – Palavras do Fogo” (2003) e “Espera Apócrifa” (2000), esta última incluída no seu volume de ensaio: Falar no “Deserto – Estética e Psicologia em Samuel Beckett”
Publicou em 2003 a tese de doutoramento em Literatura Portuguesa Dramática – séc. XX: “As Máscaras Nigromantes – Uma Leitura do Teatro Escrito de António Patrício”. Em Novembro de 2004, estreia em Évora pelo CENDREV a sua mais recente peça: “O Túnel dos Ratos”.
É professor de Teoria/Estética e Escrita Teatral na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa.

José Maria Dias | Encenador (Alcáçovas, 1957) Licenciatura em Estudos Teatrais, pela Universidade de Évora. Fez várias cursos, dentro dos quais, Direcção Técnica de Espectáculos, orientado por Jean-Guy Lecat (Director Técnico de Peter Brook), cursos de encenação promovidos pelo Inatel (Teatro da Trindade), com alguns professores como o Tomaz Ribas, Águeda Sena, Fernando Augusto, José Peixoto, Alexandre Sousa, Carlos Cabral, Luís de Matos, António Casimiro, Eurico Lisboa, José Carlos Barros, Victor de Sousa, Cláudio Hochman e Mário Feliciano de quem foi assistente da cadeira de encenação. Director Artístico do Teatro Estúdio Fontenova e do Festival de Teatro de Setúbal “Festa do Teatro”. Actualmente lecciona Teatro na Escola Profissional do Montijo e na UNISET (pólo do Montijo). Tem apoiado vários Clubes de Teatro de diversas escolas do Distrito de Setúbal. Encenou textos de vários autores, Armando Nascimento Rosa, Fernando Augusto, Bernardo Santareno, Gil Vicente, Luís de Sttau Monteiro, Maria Alzira Cabral, Norberto de Ávila, Francisco Ventura, Richard Demarcy, Adele Adelach, Aleksandr Galine, August Strindberg, Edward Bond, Arnold Wesker e Bernard-Marie Koltés entre outros.

Eduardo Dias | Actor (Setúbal, 1982) Bacharel do Curso de Formação de actores da ESTC. Interpretou entre outras as seguintes peças: Teatro nacional de São Carlos Opera Produção T.N.S. Carlos “Götterdämmerung” de Richard Wagner; “Tosca” de Giacomo Puccini (2008,2009); Escola da Noite “Na Estrada Real” de Anton Tchékhov com encenação de António Augusto Barros (2007); Teatro Mundial Escolinha de Música uma produção da Média Capital com encenação de Almeno Gonçalves (2006); no Teatro da Trindade (2003) “Viriato” de Freitas do Amaral com encenação de Fraga; no Teatro O Bando (2001 e 2002) “Pino do Verão” a partir de textos de Eugénio de Andrade com encenação de João Brites; no Teatro Estúdio Fontenova “Oroboro” autor, encenador interprete (2009); “A Noite Antes da Floresta” de Bernard-Marie Koltés (2008);“O Crime do século XXI” (2006) “Os IEmigrantes” (2005); “Audição – com Daisy ao vivo no Odre Marítimo (2004); “Gil Vicente a Retalho” a partir de textos de Gil Vicente (2003); “As Mãos de Abraão Zacut" de Luís de Sttau Monteiro (2002) "O Pelicano" De August Strindberg (2001); "O Auto da Justiça" de Francisco Ventura (2000); "Restos" de Bernardo Santareno (2000), com encenações de José Maria Dias.

Bruno Moraes | Actor e Músico, (Setúbal, 1985) Nasceu em Setúbal em 1985.
Iniciou os seus estudos de piano em 1991 com a professora M.ª Laura Costa Morais. Ingressou em 1995 no Conservatório Regional de Setúbal onde frequentou até 2000 o Curso Básico de Piano tendo concluído o 5º grau de piano e o 4º grau de Formação Musical e de Classe de Conjunto.
Em 1988 participou no estágio da Orquestra Portuguesa das Escolas de Música – Orquestra 98 na qualidade de Baixo. Participou igualmente na qualidade de Baixo e Actor, em conjugação com o Coro de Câmara de Setúbal e a Tokyo Opera
Asssociation, na ópera “ The Forgotten Boys – What Xavier left in Japan” em Julho de 2005.
Foi membro na qualidade de Baixo, do Coro Odyssea, no período 2005 a 2008.
Ingressou no Teatro Estúdio em 2002, como actor e pianista em vários espectáculos de entre os quais; “As mãos de Abraão Zacut” de Luís de Sttau Monteiro; “Audição – com Daisy ao Vivo no Odre Marítimo” de Armando Nascimento Rosa; Composição musical da poesia de Joaquina Soares “Corpo de Palavras”; Direcção musical de “Se isto fosse uma Ópera, seria de Três Cêntimos” uma adaptação da obra “A Ópera dos Três Vinténs”de Bertold Brecht.
Licenciou-se em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa frequentando actualmente o Mestrado em Bioquímica Médica.




Produção Teatro Estúdio Fontenova
Companhia Subsidiada: Câmara Municipal de Setúbal
Apoios: AERSET; Club Setubalense; Crómia; O Setubalense; Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal; Jornal de Setúbal; O Sul; Setúbal na Rede; Setúbal TV; Oportunidades & Negócios; Via Setúbal; Rádio Azul
Agradecimentos: António Galrinho; Conservatório Regional de Música de Setúbal

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Projecto: Maria Parda


Se Deus é amor e o vinho amante o que nos diz Maria Parda?”

De Gil Vicente e encenação de Eduardo Dias

De 18 a 28 de Fevereiro (quintas, sextas, sábados e domingos) | 21h.30m

Espectáculo para maiores 12 anos

Duração 45 minutos

AERSET

Av. Luísa Todi, 119

2900 Setúbal

Bilhetes: 7€

Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura)

Breves palavras sobre a Encenação

A obra vicentina espelha uma época de transição. Um tempo onde a soberania daquilo que estava instituído e as instituições são gradualmente subvertidas e a sua pertinência questionada. Este momento singular não foi único, nem isolado na história. A ordem político-social fortalece-se em resposta às interrogações que a comprometem, criando novas questões às quais terá de se reestruturar na busca da resposta.

Por conseguinte, se observarmos o passado, podemos realmente encontrar a marca deste círculo perpétuo, mais ou menos acentuado mas sempre presente.

Entretecida de interrogações sobre a ordem e costumes estabelecidos, a obra de Gil vicente, encontra a intemporalidade e um eterno retorno à nossa condição de seres interrogantes.

Assim, transpõe-se Maria Parda para o século XXI e eis que deixa de ser uma identidade quebrada pelos vícios da vida, transmutando-se numa mulher obcecada pela sua necessidade de preencher e justificar as suas “faltas” através do consumo desmedido.

Desta forma, Maria Parda renasce como qualquer um de nós, vítima da sede de ter e querer em detrimento de quem é, e da consciência daquilo que é realmente indispensável.

A sede do vinho não é mais do que a sede do espírito. Aquela sede imaterial de, com o palpável, saciar os vazios de uma alma que sente e se ressente da solidão entre os pares.

Maria parda pertence a uma sociedade de consumo bem actual, onde a solidão se encontra vincada pelas suas palavras e, onde o possuir é vendido como terapia. No entanto, tal como hoje encontramos em toda a parte, o seu espírito encontra-se vazio quando confrontada com vinho que escasseia.

Por forma a potenciar o carácter intemporal do espectáculo o texto mantém-se fiel ao original, mas usando a linguagem cénica e do actor como elementos vivos desta pulsante actualidade. Com este trabalho procura exaltar-se a eterna, não inata, e crescente insatisfação. Não na forma de ambição doentia, mas por desfasamento, por irreconhecimento do eu ou até mesmo por dormência.

Sinopse

“De Gil Vicente em nome de Maria Parda, fazendo pranto porque viu as ruas de Lisboa com tão poucos ramos nas tavernas e o vinho tão caro e ela não podia viver sem ele.”

Projecto Interacção com as artes plásticas

Com a colaboração de escolas e ateliers de artes plásticas da região, este espectáculo promove a educação artística e a literacia cultural, destinando lugares cativos para estudantes e artistas plásticos onde estes possam transpor a sua interpretação da peça. As criações resultantes deste exercício serão objecto de exposição durante a carreira da peça, propiciando novas visões ao público em geral.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:

Texto Gil Vicente | Encenação Eduardo Dias | Interpretação Carla Garcia | Banda Sonora Original Bruno Moraes| Cenografia, Design Gráfico e Dramaturgia Mónica Santos | Direcção de Actores, assistência de Encenação e desenho de Luzes José Maria Dias |Direcção de produção Graziela Dias | Montagem Júlio Mendão | Frente Casa Bruno Moreira, Manuel Ernesto

Produção Teatro Estúdio Fontenova

Companhia Subsidiada: Câmara Municipal de Setúbal

Apoios: AERSET; Crómia; O Setubalense; Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal; Jornal de Setúbal; O Sul; Setúbal na Rede; Setúbal TV

Agradecimentos: António Galrinho; Conservatório Regional de Música de Setúbal


segunda-feira, dezembro 14, 2009

Corte de Luz



Dia 23 Janeiro 22h30 no Bar “G SPOT - Rock 'n Chilli”
Rua Dr. A.J.Granjo nº33

Dia 29 Janeiro 22h30 no Bar “ARTKAFÉ”
Travessa da Anunciada



O Projecto

O “Corte de Luz” é um exemplo único de uma experiência única que nos revela a promiscuidade com a qual algumas relações sobrevivem.
Este texto, que é relatado na 1ª pessoa, dá a oportunidade a quem assiste de identificar vários conceitos geradores de conflito, tais como: Frustração, intransigência, vício, pressão, crítica e desistência.
Neste monólogo existe uma possibilidade de “viagem” constante sobre o ponto de vista que é apresentado. No início desta “viagem” existe uma forte persistência em não terminar algo. A meio, existe um sentimento de culpa que provoca a auto-destruição. O fim é marcado pela ambiguidade da desistência e lúcidez.
O objectivo deste projecto é sensibilizar e alertar, através de um forte confronto com este testemunho, para a crescente precariedade dos compromissos contemporâneos e de como o ser humano tem cada vez mais a necessidade de apenas satisfazer, friamente, as vontades momentâneas, deixando de parte qualquer envolvimento sentimental.


Sinopse


Uma relação, um corte, uma falha. Um desabafo que é na verdade um grito. Uma frustração. Um ultimo aviso para as consequências de um compromisso... precário.


Produção

Teatro Estúdio Fontenova

Texto
José Lobo com poema de Victor Hugo

Música
Bruno Moraes
Voz
Eduardo Dias

Interpretação
José Lobo

Encenação
José Maria Dias