terça-feira, julho 23, 2013

29 de Agosto

29 de Agosto | 22h | Fórum Municipal Luísa Todi

A Estalajadeira> Artistas Unidos
M/12 anos – Duração aprox.: 2h (c/intervalo.)

Os dois livros sobre os quais mais meditei, e de que nunca me arrependerei de me ter servido, foram o Mundo e o Teatro” é uma das mais conhecidas afirmações de Goldoni. Com efeito, ele fez soprar o vento (a brisa nova?) da realidade sobre as formas estereotipadas do teatro do seu tempo, essa Commedia dell’arte tão cheia de encantos como de preconceitos e abastardamentos, fórmula que envelhecia na foz. É que o mundo está a mudar, muda. Eu, cá por mim, volto sempre a Goldoni. Com tanta pena de não ter nunca levado à cena a estalajadeira, essa cintilação. E é a este primeiro realismo, esta terna recolha das inquietações humanas, que volto sempre, poesia que é de teatro apenas, noite que caí sobre estas personagens em convívio, esta sociedade. Nasceu ali um teatro, nasceu um mundo. Naquela atenção que ele próprio, arrasado por um real mais real do que o teatro, por um teatro em decomposição, foi inventado.
Jorge Silva Melo

Texto: Carlo Goldoni | Tradução e Encenação: Jorge Silva Melo | Interpretação: Américo Silva, António Simão, Catarina Wallenstein, Elmano Sancho, Rúben Gomes, Maria João Falcão, Maria João Pinho, João Delgado e Tiago Nogueira | Cenografia e Figurinos: Rita Lopes Alves | Desenho de luz: Pedro Domingos | Assistência: Leonor Carpinteiro e João Delgado
Co-Produção AU/TNSJ/ Centro Cultural de Belém com o apoio do Centro Cultural do Cartaxo

28 de Agosto

28 de Agosto | 22h | Casa da Cultura
Um Precipício no Mar> Artistas Unidos
M/12 anos – Duração aprox.: 30 minutos.

As coisas correm bem a Alex. Ama a sua mulher, a sua filha, a sua cidade, o seu trabalho... mas por vezes a força da vida pode bater contra nós. E tudo pode ser-nos tirado. Alex nunca dá voz às palavras cruéis que pronunciou naquele dia. Mas podemos imaginá-las. Simon Stephens leva-nos subtilmente, em tom de confidência, ao ponto em que nos basta apenas preencher as palavras não ditas. Monólogo perfeito de trinta minutos, parece a história trivial de um jovem amor, da paternidade e da família, mas com a ratoeira de uma tragédia sem sentido. Pode ser Deus responsável pela beleza da vida e também pela crueldade inexplicável? Esta peça sobre a família, o medo, o luto e a perda é como um falso mar calmo debaixo do qual se esconde uma corrente violenta de mágoa e tristeza.

Texto: Simon Stephens | Tradução: Hélia Correia | Interpretação: João Meireles | Cenografia e Figurinos: Rita Lopes Alves | Luz: Pedro Domingos | Encenação: Jorge Silva Melo| Co-produção Artistas Unidos / Culturgest/ Festival de Almada




28 de Agosto | 23h | Casa da Cultura
Mostra de Curtas-metragens> Experimentáculo | Entrada livre

Noite de curtas-metragens, cujo objectivo é divulgar novos projectos/filmes. Sem tema definido, o propósito principal desta mostra é promover produções de vídeo pouco difundidas e motivar jovens realizadores para futuros trabalhos.

"My Life is a Film"
O "My life is a film" foi um projecto que decorreu em Abril de 2013, na cidade turca de Mardin, que juntou 30 jovens cineastas amadores e profissionais para produzirem, realizarem e editarem curtas-metragens durante 9 dias. A Experimentáculo foi a associação parceira portuguesa e fez-se representar pelos realizadores Ivã Crispim, Alexandre Afonso, Pedro Almeida e Isabel Teixeira e pela produtora Jacqueline Ferreira. Do projecto resultaram vários trabalhos, dos quais apresentamos seis, com a presença da equipa lusa.
Dress Makers” de Ivã Crispim e Jelena Mladenovic (5m)
Asfar” de Isabel Teixeira, Rawan Odeh, Matilde Bellomi, Hamit Samsa, Zbigniew
Drzewiecki e Anouk Schippers (5m02)
Mecnun and Dust” de Isabel Teixeira, Aleksandra Miciak, Cansu Yalçiner, Jeroen
Koffeman e Kim Schonewille (3m14)
Life Experience” de Pedro Almeida (5m23)
My Kite” de Vincent van den Broek (4m48)
Adam Vedat” de Mario Vezza (7m)
The Legend of Shamaran” de Jeroen Koffeman (5m)

27 de Agosto

27 de Agosto | 22h | Fórum Municipal Luísa Todi

Ensaio ou Café dos Artistas> Teatro dos Aloés
M/12 anos – Duração aprox.: 80 minutos.

Um ator, um músico e um encenador ensaiam incansavelmente, dia após dia, a mesma peça: a história de um simples cidadão perseguido pelos vizinhos notáveis e dignatários do regime. Os ensaios redundam em catástrofe. A companhia vê partir, um a um, todos os seus membros e é sistematicamente posta fora das salas que ocupa por razões de evidente prioridade: encontros políticos, reuniões sindicais, cineclube... Maus tempos para o teatro!
Maus tempos para a esperança também... Porque a história passa-se num país que ensaia sem parar e não chega nunca a fazer uma verdadeira estreia.

Texto: M' Hamed Benguettaf |Tradução: Mário Jacques | Encenação: José Peixoto Interpretação: Jorge Silva, Rui Rebelo, Victor Santos | Cenário e Figurinos: Marta Carreiras | Desenho de luz e Fotografia: Aurélio Vasques| Música: Rui Rebelo| Design gráfico: Rui A. Pereira | Assistente de encenação: Anna Eremin | Produção executiva: Anabela Gonçalves | Produção: Teatro dos Aloés |Operação técnica: Jochen Pasternaccki e Celso Viana

26 de Agosto

26 de Agosto | 22h | Auditório da Escola Sebastião da Gama

Branca de Neve - Leitura Encenada seguida de conversa com a equipa artística> Uma produção de Paulo Lage
M/12 anos – Duração aprox.: 45 m


Espectáculo "Branca de Neve”, a estrear no Mindelact 2013 - Festival Internacional de Teatro do Mindelo/ Cabo Verde em Setembro.
A escolha deste texto relaciona-se com a exploração de um universo de simulacros descontínuos, que se constroem e desconstroem perante o olhar dos espectadores. Se a imagética dos contos de fadas que se constrói no imaginário colectivo nos remete para a pureza da Branca de Neve, para  a inocência imaculada da sua brancura, aqui explora-se o avesso disso. Se a beleza feérica da Rainha  é uma encarnação da sedução e da maldade, há também uma outra dimensão mais humana.
A Rainha e  a Branca de Neve procuram quem são, sem espelhos, apenas contando uma com a outra para o fazer, descobrindo que afinal são uma e a mesma. 
Paulo Lage


Encenação: Paulo Lage | Interpretação: Ana Teresa Santos, Cátia Terrinca, Elmano Sancho e Patricia Andrade | Músico: André Tomás Dramaturgia: Sofia Berberan | Produção: Marcia Carvalho Portugal | Adaptação livre de Paulo Lage a partir do texto de Robert Walser

25 de Agosto

25 de Agosto | 22h | Fórum Municipal Luísa Todi 
 
A noite antes da floresta | Teatro Estúdio Fontenova
M/16 Duração aprox.: 60 minutos. 

A peça de Bernard-Marie Koltés, apresenta o encontro de dois seres que vagueiam na noite, estrangeiros e marginalizados. Numa esquina de uma cidade qualquer, um homem que, sem ter para onde ir e completamente ensopado pela chuva, tenta comunicar com outro homem na rua, estabelecer um contacto humano em condições desumanas de sobrevivência. Quem será esse interlocutor? Pode ser o próprio espectador ou ainda um duplo do personagem, um espectro?

Texto: Bernard-Marie Koltés |Tradução: Eduardo Dias| Encenação, Espaço cénico e Desenho de luz: José Maria Dias| Interpretação: Eduardo Dias | Figurino: Graziela Dias| Realização, vídeomapping e Assistência de encenação: Leonardo Silva | Foto: Eva Pereira

24 Agosto

24 de Agosto | 18.30h | Salão Nobre, Paços do Concelho

Sessão de Abertura> Declaração de Abertura da XV Festa do Teatro pelo seu Director Artístico José Maria Dias, seguida de um concerto de voz e piano | Entrada livre

O Piano em Pessoa> Armando Nascimento Rosa e António Neves da Silva

O Piano em Pessoa teve a sua estreia absoluta no Colóquio Internacional Fernando Pessoa em Barcelona, em Outubro de 2012.
Concerto de voz e piano, constituído por canções originais com poemas que Fernando Pessoa escreveu em português, inglês e francês, e onde se citam e recriam estilos musicais heterogéneos como o fado, o blues, o tango, a bossa nova, o chorinho, a "chanson française»", o cante alentejano, o swing, o jazz, a balada, o malhão, e a marcha popular.

Direção literária, composição e voz: Armando Nascimento Rosa | Direcção musical, arranjos, co-autorias e piano: António Neves da Silva | Registo e criação de imagem: Luís Santo Vaz



24 de Agosto | 22h | Parque do Bonfim
Que raio de Mundo> Teatro Regional da Serra do Montemuro
M/6 Duração aprox.: 50 minutos.

Este espectáculo de rua é definido pelo colectivo como "uma parábola para o Século XXI, que procura respostas para as grandes perguntas dos nossos tempos". Uma nova história divertida e emocionante cheia de surpresas e com uma forte vertente musical: "Algures entre um concerto de música, um espetáculo de teatro físico e um surreal comício político de um partido que ainda não existe, um bando de contadores de histórias à antiga aproveitam o momento e o facto do povo se ter juntado à volta do velho carvalho para ganhar uns trocos, para nos entreter e para nos obrigar a pensar."  

Criação: Coletiva | Encenação: Graeme Pulleyn |Direcção musical: António Pedro |Música: António Pedro e Blandino Soares |Cenografia: Kevin Plumb |Figurinos: Helen Ainsworth |Costureiras: Capuchinhas crl e Maria do Carmo Félix |Interpretação: Abel Duarte, Blandino Soares, Eduardo Correia, Joana Pupo, Paulo Duarte e Tanya Ruivo| Construção de cenários: Cal Carlos| Assistência à cenografia e construção de Cenários: Maria da Conceição Almeida |Desenho de luz: Paulo Duarte |Produção e comunicação: Paula Teixeira e Estagiário Luís Duarte